Aos 59 anos e com uma carreira consolidada, o ator Marcos Winter se manifestou veementemente sobre a necessidade de maior visibilidade para os atores veteranos no cenário audiovisual brasileiro. Em entrevista exclusiva ao Portal iG, Winter, que atualmente participa da novela vertical “Tudo Por Uma Segunda Chance” nas redes sociais da TV Globo, destacou a importância de atores com vasta experiência na televisão, defendendo a valorização desses profissionais.
Winter argumenta que a presença de talentos experientes transcende a esfera profissional, conectando-se diretamente à identidade cultural do Brasil. “Eu quero veteranos na TV. Acho que também é uma necessidade da gente fazer televisão”, declarou o ator. Ele ressaltou que, em um país com uma relação tão intrínseca com a televisão e sua cultura, é fundamental não restringir esse espaço, mesmo diante das constantes inovações tecnológicas e do surgimento de novas linguagens. “Com tudo que está acontecendo hoje em dia, de modernidade, de novidades, eu acho que é um espaço que ainda é também dos veteranos.”
O artista também enfatizou o papel fundamental que os atores mais experientes desempenham na formação das novas gerações. “A gente, de uma forma ou de outra, agrega a essa turma que está chegando todo um sentido de amor à arte, amor à profissão, dedicação e profissionalismo, que são absolutamente necessários”, explicou. Ao rememorar seus próprios primórdios na atuação, Marcos Winter citou a influência decisiva de grandes nomes da dramaturgia nacional. “Quando comecei, muito menino, os mais velhos foram imprescindíveis para mim. Eles abriram caminhos que eu não teria trilhado se não tivesse aprendido com eles.”
O ator relembrou com carinho sua estreia em novelas, ao lado de ícones como Paulo José e Osmar Prado, que foram essenciais em sua formação profissional e pessoal. “Minha primeira novela tinha Paulo José, Osmar Prado. Eu era filho do Petrinho. Foram eles que ajudaram a formar o meu caráter, o meu profissional e a minha carreira”, recordou. Para Winter, a manutenção desse ciclo de aprendizado e troca é crucial: “É um espaço que tem que ter veteranos na TV também.”
Diante da expansão do streaming e da diversificação de formatos, Marcos Winter acredita que as oportunidades para todos os profissionais se ampliaram. “O leque hoje se ampliou muito. Apesar de todo o modernismo, das novidades, tem que ter espaço para aqueles que ainda estão aí fazendo”, defendeu. Prestes a completar 60 anos, ele reitera que a experiência não implica em esgotamento criativo, mas sim em um acúmulo de vivências e saberes. “Eu comecei muito menino, com 17 anos, no teatro. Saber que faço 60 este ano é saber que vivi muito, mas que ainda tenho muito o que fazer.”
Convencido de seu potencial e da contribuição que ainda pode oferecer, Marcos Winter se posiciona como um elo entre diferentes gerações de artistas. “Eu tenho muita coisa para entregar para qualquer produção e poder ser esse ser agregador, que abrace essa gente nova que está chegando. Eu acho isso imprescindível”, concluiu, reforçando seu apelo: “E é isso: eu quero veteranos na TV.”
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