Após a conclusão da temporada de 2025 do Campeonato Brasileiro, o diretor de futebol do Santos, Alexandre Mattos, abordou publicamente a especulação em torno da contratação de Gabriel Barbosa, o Gabigol, para o ano de 2026. O nome do atacante, revelado pelo próprio clube, tem sido um dos assuntos mais comentados nos bastidores da Vila Belmiro.
Em declarações concedidas ainda no gramado da Vila Belmiro, Mattos foi questionado sobre a viabilidade da negociação. “Ele (Gabigol) deu a camisa dele. Tenho certeza absoluta que o Gabigol está focado naquilo que o Cruzeiro tem, a importante semifinal da Copa do Brasil. E o futuro nós vamos aguardar”, afirmou o dirigente.
Mattos reiterou a necessidade de cautela e responsabilidade nas próximas movimentações do clube. “Digo desde o dia que cheguei que o Santos, primeiramente, tem que ter responsabilidade. Nós não vamos fazer nada drástico, não temos condição para isso. Precisamos ser mais assertivos. Às vezes um dá certo, outro não. Aqui tem um imediatismo muito forte. A gente vê o Adonis (Frías) mais adaptado. O (Alexis) Duarte nem jogou ainda, é um grande zagueiro, de seleção paraguaia. O Arão, que sofreu muito no início. O Igor (Vinicius), talvez muito criticado. E outros que ainda não deram certo, mas temos convicção que podem nos ajudar”, explicou.
O diretor complementou: “Vamos sim pontuar alguma coisa, é natural, mas com muita calma”.
Gabigol, que deixou o Santos e atualmente defende o Cruzeiro sob o comando de Leonardo Jardim, soma 47 partidas na temporada atual, com 13 gols marcados e quatro assistências. Seu vínculo com o clube mineiro se estende até o final de 2028.
Com a vitória por 3 a 0 sobre o Cruzeiro na última rodada, o Santos encerrou o Campeonato Brasileiro na 12ª posição, com 47 pontos, garantindo assim sua participação na Copa Sul-Americana de 2026.
Em uma análise sobre a temporada, o presidente Marcelo Teixeira reconheceu que o desempenho ficou aquém das expectativas. “Terminamos uma temporada bem aquém da expectativa, mas já sabíamos, que um clube que sai da segunda divisão, com graves situações financeiras, num processo de reconstrução, não é justificativa perante a campanha que fez no campeonato”, ponderou.
Teixeira destacou que não há motivos para comemorações. “Não temos que comemorar nada, absolutamente nada, era uma obrigação do Santos subir no ano passado e permanecer na elite esse ano. Tínhamos objetivo traçado, aumentamos o número de competições para 2026, que era o planejamento de 2026. Fundamental voltar à Sul-Americana, não apenas pela exposição, parceiros, mas também pela alternativa de receita”, detalhou.
O presidente concluiu com uma visão sobre o futuro: “Sei o tamanho e a grandeza do Santos, que não é para disputar rebaixamento. Ao contrário. Santos deve estar disputando sempre a elite. O ano de 2026, pela permanência e colocações, filosofia de trabalho, planejamento com esses profissionais”.