O cenário do futebol brasileiro esquenta com um duelo de gigantes pela contratação de um volante de renome internacional. Sob o comando de Jorge Sampaoli, o Atlético-MG demonstrou forte interesse em um meio-campista com passagens pela Europa, entrando em rota de colisão direta com o Palmeiras na disputa por um reforço avaliado em cerca de R$ 75 milhões.
O nome em questão é Lucas Torreira, uruguaio de 29 anos que atualmente defende o Galatasaray, da Turquia, e acumula experiências anteriores em clubes como Arsenal e Atlético de Madrid. O jogador é visto como um atleta de alta intensidade, com bagagem europeia e uma leitura de jogo apurada, características consideradas ideais para reforçar o setor de marcação e organização em 2026.
Tanto o Galo quanto o Verdão identificaram em Torreira a peça que faltava para fortalecer suas defesas, um verdadeiro “camisa 5” capaz de elevar o nível técnico da equipe. Contudo, o alto valor de mercado do atleta, estimado em 12 milhões de euros (aproximadamente R$ 75 milhões), além de salários compatíveis com os padrões europeus, impõe um desafio financeiro considerável.
Segundo apuração do portal Moon BH, o custo total da negociação envolveria não apenas a taxa de transferência, mas também luvas e vencimentos que fogem da realidade orçamentária atual de muitos clubes brasileiros.
Nos bastidores, o Atlético-MG chegou a dar passos mais avançados. O clube mineiro iniciou conversas e recebeu do empresário do jogador, Pablo Bentancur, um indicativo de interesse mútuo. O aval de Sampaoli, que enxerga em Torreira um jogador fundamental para elevar o patamar do elenco, pesou na movimentação.
No entanto, após uma análise detalhada dos números, a diretoria atleticana teria recuado. A percepção interna foi de que a operação ultrapassava os limites financeiros sustentáveis, especialmente pelo impacto que um salário elevado causaria na folha de pagamento e no equilíbrio interno do elenco.
O Palmeiras, por sua vez, avaliou o nome de Torreira com cautela. A diretoria alviverde reconhece que o volante supriria uma carência importante na proteção à zaga, uma demanda frequente do técnico Abel Ferreira. Ainda assim, o clube optou por não formalizar uma proposta, priorizando a política de responsabilidade financeira e a estratégia de promover e dar espaço a atletas da base, que poderiam ter seu desenvolvimento prejudicado pela chegada de um jogador experiente e com contrato longo na Europa.
Somado ao alto custo, o Galatasaray não demonstra qualquer intenção de facilitar a saída de Lucas Torreira. Pelo contrário, há indícios de que o clube turco planeja estender o vínculo do jogador, atualmente válido até 2028. Essa postura torna qualquer negociação ainda mais complexa, exigindo uma engenharia financeira que Atlético-MG e Palmeiras consideram inviável neste momento.
Diante desse cenário, a questão que se impõe é se o forte interesse de Sampaoli e a necessidade mapeada pelos clubes serão suficientes para superar os obstáculos financeiros e a resistência do Galatasaray, ou se o alto custo da operação encerrará essa novela antes mesmo que ela ganhe contornos mais concretos.