A ex-participante de A Fazenda, Valentina Francavilla, que integrou a décima terceira edição do reality show da Record TV em 2021, trouxe à tona informações sobre a remuneração recebida durante sua estadia na casa. Em participação no podcast Podshape, comandado por Juju Salimeni, a ex-assistente de palco do Programa do Ratinho compartilhou detalhes sobre o cachê e os ganhos adicionais.
Segundo Francavilla, o valor inicial pago para os participantes em sua temporada era de R$ 70 mil. Ela ressaltou que, apesar de parecer uma quantia expressiva, o montante se diluía rapidamente ao longo dos meses de confinamento. “Esse dinheiro vai embora, que nem água, porque você vai ficar lá alguns meses”, explicou.
A ex-peoa também mencionou que a edição em que participou, a primeira sob o comando de Adriane Galisteu, contava com forte patrocínio de diversas empresas. Cada ação de merchandising realizada dentro do programa rendia R$ 3 mil, com o ganho sendo proporcional ao tempo de permanência na atração. “Se você fica uma semana, você ganha o valor referente àquela semana”, pontuou.
Valentina permaneceu na disputa por quase três meses, sendo a nona eliminada. Além do cachê fixo e dos ganhos com merchandising, ela também foi recompensada por conquistas em dinâmicas e provas. “Tive três meses de merchan e mais os das brincadeiras do Faro”, referindo-se às atividades supervisionadas por Rodrigo Faro.
Um dos aspectos mais comentados por Valentina foi a sua estratégia de entrar no reality já sob medicação. Ela relatou ter consultado uma psiquiatra antes do programa para obter prescrições de medicamentos que auxiliassem no controle do estresse, sono e para momentos de provas. “Eu gostaria de um remedinho para ficar calma, um para quando tiver as provas, um para dormir, um para os momentos de estresse”, declarou.
A administração dos medicamentos era rigorosamente controlada pela produção do programa. Francavilla explicou que os remédios não eram de posse dos participantes, mas sim entregues pela equipe em horários específicos, mediante apresentação de atestado médico. “Você entrega para a produção, e tem que ter a carta da médica assinada. A médica prescreve os horários, e eles são supercorretos. Cinco horas da tarde, ela chega e fala: ‘Valentina, o seu remédio’”.
A ex-participante revelou que o uso de medicamentos chegou a ser usado contra ela em discussões com outros confinados. “Depois usaram isso contra mim. Em uma briga: ‘Vai lá tomar seu remedinho’. O legal é que eu sempre falei abertamente”, comentou.
Francavilla observou que, com o avanço do programa, participantes que não faziam uso de medicação começaram a apresentar quadros de pânico, enquanto ela se mantinha estável. “O que começou a acontecer é que, já indo para o segundo mês, as pessoas que não tomavam nada começaram a ter ataques de pânico. E eu, plena”, concluiu.