O humorista Rafinha Bastos, reconhecido por sua autenticidade e perspicácia, está em um momento de consolidação de sua carreira internacional. Recém-chegado aos 49 anos e com uma agenda que transita entre Brasil e Estados Unidos, Bastos concedeu uma entrevista à coluna Fábia Oliveira, onde compartilhou detalhes sobre sua trajetória, planos futuros e a dinâmica de sua vida pessoal.
Um dos destaques recentes foi a inclusão de Bastos em uma lista da publicação Deadline, que o aponta como um dos comediantes a serem observados em 2026. Ele é o único artista não americano a figurar neste seleto grupo, um feito que o próprio comediante celebra como um marco importante para a representatividade de talentos de fora dos EUA no mercado americano.
“Fiquei muito feliz. Não é comum ter um comediante de fora dos Estados Unidos nesse tipo de lista – eu inclusive fui o único desta vez. Sinto que estou vencendo algumas barreiras. Isso é bom não apenas pra mim, mas também para os demais comediantes estrangeiros trabalhando no mercado americano”, declarou Bastos, atribuindo seu sucesso à qualidade do trabalho e à construção de uma audiência global.
O humorista também comentou sobre a recepção calorosa de amigos em sua festa de aniversário no Brasil, que ele descreveu com seu característico bom-humor. “Meus amigos colocaram suas piores roupas para homenagear os meus figurinos diários. Isso tá muito errado. A pessoa chega de viagem e é ridicularizada dentro da própria casa. Resumindo: foi o melhor aniversário que eu poderia ter”, brincou.
Olhando para frente, Rafinha Bastos revela ambições de expandir sua atuação para o mercado de língua espanhola. “Já comecei a dar os primeiros passos agora em 2025 e pretendo trabalhar mais nisso no ano que vem”, adiantou, expressando também o desejo de se livrar do aparelho ortodôntico como uma meta pessoal para o próximo ano.
Em relação à paternidade, Bastos descreveu o relacionamento com seu filho Tom, de 15 anos, como uma parceria, com intensos debates sobre música. Ele se define como um pai “muito amoroso” e “mole”, admitindo que sua própria adolescência o impede de ser mais rigoroso com o filho.
Sobre o casamento com Vivi Tomasi Paiva, com quem se casou em 2020 em uma cerimônia civil discreta devido à pandemia, o comediante ressaltou a importância da companheira em sua vida e carreira. “Nossa… minha mulher me ajuda demais. Não só me ajuda com opiniões, como ajuda com piadas mesmo”, afirmou, destacando a fluência dela em inglês, espanhol e italiano como fundamental para sua transição para comédias em outras línguas.
Apesar de reconhecer o “espaço mais amplo” para humoristas nos EUA, Bastos pontua a dificuldade para estrangeiros conquistarem seu lugar, enfatizando a necessidade de “cavar” e provar seu valor. Ele também fez um apelo bem-humorado por parcerias aéreas para viabilizar suas constantes viagens entre os dois países, que já somam sete anos.
Para o fim de ano, a expectativa é por um período de descanso em casa, longe das viagens constantes. “Quero sentar no meu sofá e assistir ao show do Roberto Carlos. O mesmo show. Pela 72ª vez”, concluiu, com um toque de humor que o define.