Neste sábado, dia 20, marca uma década e dois anos desde o falecimento de Reginaldo Rossi, o icônico “Rei do Brega”, que deixou uma lacuna indelével na música popular brasileira. O artista, que nos deixou em 20 de dezembro de 2013 aos 70 anos, no Recife (PE), sucumbiu a complicações de um câncer de pulmão. A data nos leva a revisitar não apenas sua brilhante carreira, mas também a trajetória de seu filho, Roberto Rossi, que carrega o legado paterno.
Reginaldo Rossi, cujo nome de batismo era Reginaldo Rodrigues dos Santos, nasceu no Recife em 1943. Sua jornada musical foi marcada por notáveis transformações. Iniciando nos anos 1960 com influências do rock e da Jovem Guarda, inspirando-se em nomes como Elvis Presley e The Beatles, o cantor encontrou sua identidade definitiva na década seguinte, abraçando o brega-romântico e se consolidando como um fenômeno nacional. Músicas como “Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme”, “A Raposa e as Uvas”, “Volta” e, de forma especial, “Garçom” – um sucesso estrondoso de 1987 que vendeu cerca de dois milhões de cópias – eternizaram seu nome.
Ao longo de sua carreira, Reginaldo Rossi acumulou inúmeros discos de ouro, vendeu milhões de álbuns e conquistou uma legião fiel de fãs por todo o país, mantendo sua relevância até o fim. Seu último trabalho discográfico foi o álbum “Cabaret do Rossi”, lançado em 2010.
O cantor faleceu após um período de internação de quase um mês no Hospital Memorial São José. Inicialmente tratado por uma gripe persistente, exames revelaram um câncer de pulmão, e ele chegou a passar por um procedimento para a remoção de um nódulo na axila direita. Seu estado de saúde deteriorou-se nos dias que antecederam sua morte, necessitando de intubação. O artista não resistiu e veio a óbito às 9h25, vítima de falência múltipla de órgãos. Seu velório foi realizado na Assembleia Legislativa de Pernambuco, com o sepultamento no cemitério Morada da Paz.
Um aspecto que chamou a atenção após sua partida foi a situação financeira deixada pelo cantor. Quatro anos após o falecimento de Reginaldo Rossi, seu filho, Roberto Rossi, então com 47 anos, revelou em entrevista ao programa “Domingo Show”, da Record TV, que, apesar do estrondoso sucesso e dos cachês expressivos – que podiam atingir R$ 60 mil por apresentação –, o artista faleceu com parcos recursos financeiros e deixou dívidas para a família. Relatos de pessoas próximas indicam que, embora Reginaldo pudesse faturar mais de R$ 1 milhão em meses de agenda lotada, ele enfrentava dificuldades na gestão de seus rendimentos. O produtor musical Pinga, que trabalhou com o cantor por muitos anos, resumiu a situação de forma contundente: “Ele era para estar milionário, mas morreu deixando dívida para a família.”
Atualmente, Roberto Rossi, conhecido carinhosamente como Beto Rossi, segue conectado à memória e à obra de seu pai. O talento musical parece ser uma herança de família, pois Beto tem se destacado ao interpretar os sucessos de Reginaldo Rossi, mantendo viva a chama do brega-romântico. Em seu perfil no Instagram, ele se apresenta como sagitariano e pernambucano, indicando o “Grupo Reginaldo Rossi” como seu trabalho e compartilhando o link do canal do pai no YouTube.
Beto Rossi é casado com a jornalista, locutora e atriz Luciana Melo França. O casal tem duas filhas: Serena, que completou um ano, e Pérola, nascida em outubro. Em setembro, Beto Rossi participou do programa “Sem Censura”, da TV Brasil, em uma edição especial que homenageou a trajetória de seu pai.