A apresentadora Silvia Abravanel revelou publicamente que declinou um convite para assumir um cargo de liderança no SBT. Em entrevista concedida nesta quarta-feira (24), Abravanel justificou sua decisão pela sua reconhecida falta de paciência para gerir pessoas e lidar com as complexidades dos bastidores da emissora.
A declaração foi feita durante sua participação no programa “Jornal dos Famosos”, formato da LeoDias TV. Silvia Abravanel detalhou os motivos que a levaram a dizer “não” à proposta de se tornar diretora artística do canal fundado por seu pai, Silvio Santos.
“Não, não, não, não tenho paciência. Eu não tenho paciência para lidar com os outros!”, afirmou a comunicadora, reforçando sua posição sobre a dificuldade em lidar com o aspecto psicológico das relações profissionais. “Já me chamaram, mas eu não tenho paciência para lidar com o psicológico das pessoas.”
A dinâmica com artistas foi apontada como um fator decisivo. “As pessoas são muito em cima do muro. E ego de artista é pior ainda. Eu trabalhei com o Silvio Santos, que não tinha ego nenhum”, declarou, contrastando sua percepção com a de profissionais que, segundo ela, exibem comportamentos exagerados.
Abravanel também criticou o que percebe como um comportamento pretensioso de alguns profissionais em início de carreira. “Aí, eu vejo pessoas que estão começando agora já com aquela coisa de [exigir] tapete vermelho, champanhe, ‘eu quero ser e acontecer’. Não dá! Eu não consigo. Minha capacidade mental, o meu hipotálamo não alcança”, desabafou.
Atualmente à frente do programa infantil “Sábado Animado”, uma das poucas atrações remanescentes na TV aberta dedicadas exclusivamente ao público infantil, Silvia Abravanel possui um histórico de atuação em diferentes formatos dentro da emissora de Silvio Santos.
Durante a entrevista, a apresentadora enfatizou sua autenticidade e a dificuldade em sustentar personas fora do ambiente televisivo. “Eu sou muito pé no chão. Eu vivo no Brasil, não posso ser uma coisa [na TV] que não sou na minha vida real, na minha casa, dentro do meu quarto”, explicou.
Ela também comentou sua relação com o público, defendendo a transparência. “Acho que as pessoas que me abordam na rua têm que ver a Silvia de cara limpa, do jeito que eu sou, eu não posso ser uma coisa que depois vou ter que representar. Eu não sei usar máscara com ninguém!”, declarou.
Resgatando suas origens, Abravanel relembrou a criação simples ao lado de Silvio Santos. “Meu pai também era uma pessoa simples, eu fui criada por uma pessoa extremamente simples. E todo mundo sabe que ele era aquilo, ele não representava. Eu comecei no SBT fiscalizando o banheiro, não tenho vergonha nenhuma de falar isso.”
Por fim, Silvia Abravanel reconheceu que sua franqueza, por vezes, gera atritos. “As pessoas se chocam demais com a minha sinceridade. Eu já perdi pessoas — não chamo de ‘amigos’”, afirmou, concluindo que sua postura é frequentemente mal interpretada. “Entendem a sinceridade como arrogância, grosseria, petulância, falta de humildade… Não tem isso! A gente é o que a gente é.”