A Record TV se prepara para expandir seu portfólio de produções nacionais com uma abordagem social e investigativa ao lançar a série ‘Estranho Amor’. Com estreia marcada para o dia 5 de janeiro, às 23h15, a atração, protagonizada por Juliana Knust, mergulha em episódios de violência contra a mulher, inspirada em casos reais que marcaram o Brasil. A série, dividida em cinco capítulos, é fruto de uma colaboração entre Visom Digital, AXN e a própria emissora, contemplando estratégias de exibição para TV aberta, canais fechados e plataformas de streaming.
No cerne da trama está a delegada Vânia, interpretada por Knust, que assume a liderança de uma Delegacia de Defesa da Mulher no Rio de Janeiro. Sua trajetória é marcada por uma experiência pessoal de abuso, evidenciando não apenas o peso de um trauma íntimo, mas também as falhas estruturais no atendimento a vítimas, como a própria Vânia enfrentou ao se deparar com a despreparo de alguns policiais. A personagem busca justiça em sua atuação profissional, enquanto lida com suas próprias feridas e a esperança de reencontrar a filha, desaparecida após um ataque do ex-marido, que a entregou à avó paterna antes de fugir do país.
A produção de ‘Estranho Amor’ adota uma estética que remete ao documental, buscando um retrato realista da rotina em delegacias especializadas na capital fluminense. Cada episódio se dedica à resolução de um caso específico, enquanto a narrativa geral utiliza flashbacks fragmentados para explorar o passado de Vânia, suas memórias e as consequências de seus traumas. Essa estrutura não linear intensifica a percepção da recorrência e da similaridade dos casos de violência doméstica apresentados, alargando a discussão sobre o tema para além do universo ficcional.
O formato procedural da série, com episódios de aproximadamente 45 minutos, foi concebido para uma exibição diária na TV aberta, com opções de exibição semanal em outros formatos e adaptações para o meio digital. A divisão dos capítulos em segmentos com ganchos de suspense visa manter o público engajado e a tensão narrativa. Recursos visuais e de colorimetria distintos são empregados para demarcar as diferentes linhas temporais da história, acentuando o contraste entre o presente da delegada e as memórias de seu passado.
Ao retratar o dia a dia de uma delegacia de mulheres sob a perspectiva de quem vivenciou o ciclo da violência, ‘Estranho Amor’ se apresenta como uma das apostas mais significativas da Record para fomentar o debate sobre o enfrentamento à violência doméstica, combinando elementos de drama policial com um forte realismo social em sua estreia.