O governo federal oficializou o novo valor do salário mínimo que vigorará a partir de 1º de janeiro de 2026. O piso nacional será reajustado para R$ 1.621, encerrando o patamar atual de R$ 1.518. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, consolida meses de discussões orçamentárias e estabelece um novo recorde para o menor rendimento do país.
O aumento anunciado representa um acréscimo de R$ 103 em relação ao valor vigente, correspondendo a uma elevação de 6,79%. A definição do novo piso nacional foi baseada na inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) nos 12 meses anteriores a novembro, somada à regra de valorização que considera o desempenho da economia. A aplicação dos limites impostos pelo novo arcabouço fiscal, mesmo com um crescimento do PIB acima de 3%, garantiu que o valor ficasse dentro do teto permitido, resultando nos R$ 1.621.
Especialistas em finanças públicas apontam que este modelo de cálculo busca um equilíbrio entre o ganho real para os trabalhadores e a necessidade de controle das despesas públicas. O novo salário mínimo terá impacto direto na vida de aproximadamente 60 milhões de brasileiros, incluindo trabalhadores formais, aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais. Além do rendimento mensal, o reajuste do piso nacional afetará o valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC), do seguro-desemprego e do abono salarial, que utilizam o salário mínimo como base de cálculo.
Economistas preveem que o aumento fortalecerá o poder de compra, especialmente para gastos essenciais como alimentação, transporte e moradia. Para a economia, o reajuste tende a estimular o consumo interno, uma vez que famílias com menor renda tendem a destinar a maior parte de seus orçamentos ao comércio local. Para as empresas, especialmente as de menor porte, o desafio será absorver o impacto na folha de pagamento, embora analistas considerem esse efeito moderado. As avaliações econômicas indicam que o novo valor mantém a responsabilidade fiscal sem comprometer políticas sociais.
Anteriormente, o Orçamento de 2026 projetava um valor de R$ 1.631, o que representaria um reajuste de 7,28%. Contudo, após a consolidação dos índices econômicos e dos limites fiscais, o governo optou pelo valor de R$ 1.621. Essa decisão reflete uma abordagem cautelosa diante do cenário fiscal e do processo de tramitação do Orçamento no Congresso Nacional, conforme apontado por fontes do Estadão Conteúdo. O salário mínimo de R$ 1.621 entrará em vigor no primeiro dia de janeiro de 2026, servindo como referência para cálculos trabalhistas, previdenciários e assistenciais em todo o território nacional.