A grade da Globo para o horário das 18h ganhará um novo fôlego a partir de 16 de março com a estreia de ‘A Nobreza do Amor’. A produção promete uma abordagem inédita, focando em temas de identidade e pertencimento, com uma forte ênfase nas raízes africanas e no contexto histórico brasileiro, tudo isso embalado por uma proposta estética inovadora para o horário.
Em preparação para a trama, o elenco e a equipe técnica realizaram, em dezembro, uma imersão cultural profunda na Pequena África, no Rio de Janeiro. A região, reconhecida como um importante polo de memória da cultura afrobrasileira, foi palco de visitas guiadas ao Cais do Valongo e à Praça Mauá, além de palestras sobre ancestralidade e um jantar que celebrou a gastronomia nordestina e africana. Esse processo, que antecedeu as primeiras gravações, foi fundamental para a construção do universo cultural da novela.
A narrativa central gira em torno de Alika, uma princesa africana interpretada por Duda Santos, que é forçada a abandonar seu reino, Batanga, após um golpe de estado orquestrado pelo tirano Jendal. Ao desembarcar no Brasil da década de 1920, Alika encontra Tonho, um trabalhador de engenho que luta por melhores condições de vida para sua comunidade. O encontro dos dois personagens, que se desenrola no interior do Rio Grande do Norte, cenários das principais ações da história, é marcado por laços de solidariedade e segredos.
O elenco conta ainda com Ronald Sotto no papel de Tonho e Lázaro Ramos como o antagonista Jendal. Nomes como Érika Januza, Bukassa Kabengele, Nicolas Prattes, Theresa Fonseca, Daniel Rangel, Levi Asaf, Rita Batista, Rodrigo Simas, Marcelo Médici, Ítalo Martins, Samantha Jones, Marco Ricca, Fabiana Karla, Rayssa Bratillieri, Danton Mello, Raissa Xavier, Emanuelle Araújo, Cassio Gabus Mendes, Fábio Lago, André Luiz Miranda, Zezé Motta, João Fernandez e Paulo Lessa também compõem o time de talentos da novela.
Com criação de Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr., a novela tem direção artística de Gustavo Fernández e direção-geral de Pedro Peregrino. A equipe de colaboração inclui Alessandro Marson, Dora Castellar, Dione Carlos e Dimas Novais. As gravações iniciais exploraram as paisagens do Rio Grande do Norte, buscando um equilíbrio entre o sertão brasileiro e o universo ficcional de Batanga, antes do retorno da produção para os Estúdios Globo.
‘A Nobreza do Amor’ sinaliza um esforço da emissora em diversificar o repertório das novelas das seis. A valorização da diversidade cultural e a escolha de elementos simbólicos se refletem na proposta visual e nos temas abordados, que entrelaçam justiça, ancestralidade e identidade em uma trama com contornos contemporâneos.
Ao dar protagonismo a personagens negros e conectar a história a eventos fundadores do Brasil, a nova produção não apenas enriquece o debate sobre representatividade, mas também marca um passo significativo na evolução da dramaturgia nacional.