A renomada atriz Marieta Severo expressou de forma categórica sua pouca inclinação para participar de novelas com o formato vertical, bem como para revisitar trabalhos já realizados através de remakes. A declaração, concedida à revista Vogue e publicada nesta terça-feira (6), oferece um panorama sobre as preferências da artista em relação às tendências atuais do mercado audiovisual, a exploração de novos formatos e as decisões que norteiam sua trajetória profissional.
Ao abordar a possibilidade de refilmagens, Severo foi enfática: “Não tenho muita atração por refazer o que foi feito. Quero coisas novas, ir por outros caminhos”, afirmou. Em seguida, dirigiu-se ao formato vertical, comumente associado a produções para dispositivos móveis, declarando: “E uma coisa vertical, não tenho a menor vontade de fazer”. A atriz justificou sua posição pela saturação do uso de telas no cotidiano contemporâneo, manifestando o desejo de que o público se desconecte, ainda que momentaneamente, desses dispositivos.
Marieta Severo, que é avó de sete netos com idades variadas, observa com atenção os esforços dos jovens para diminuir o tempo dedicado às telas. Ela própria adota uma postura de moderação em relação às redes sociais, revelando possuir um perfil discreto criado por uma de suas netas e exercendo autocontrole sobre seu uso.
Apesar de suas ressalvas quanto a formatos específicos, a atriz confirmou sua incursão no universo do streaming. Para 2026, está prevista a estreia de uma série com dez episódios para a Netflix. “Sim, entrei no mundo do streaming”, declarou, indicando uma adaptação do seu ritmo de trabalho a essa nova modalidade.
A decisão de desacelerar o ritmo profissional foi tomada após o falecimento do diretor Aderbal Freire-Filho. “Depois que o Aderbal se foi, senti necessidade de parar mesmo, sabe? Foi um tempo de me reestruturar”, confidenciou. O convite para a nova série partiu do diretor Mauro Mendonça Filho, figura pela qual a atriz nutre grande apreço e confiança. O elenco da produção, que aborda o universo da arte, conta ainda com nomes como Alice Wegmann, Nanda Costa e José de Abreu.
Refletindo sobre o envelhecimento e sua representação diante das câmeras, Marieta Severo compartilhou as inseguranças inerentes à profissão. “Tem vezes em que vou para a frente de uma câmera, de repente paro, me olho no espelho e penso: ‘Caramba, isso aqui não vai fotografar legal’”, confessou. Ela também abordou os desafios físicos da carreira, reconhecendo que “a tal da decadência física é custosa, ainda mais para a gente que se exibe o tempo todo”.