A atriz Christiane Torloni dedicou um momento em suas redes sociais neste domingo, 11, para prestar uma emocionante homenagem a Manoel Carlos, o renomado autor de telenovelas que nos deixou no último sábado, 10, aos 92 anos.
Em uma publicação repleta de afeto, Torloni compartilhou um vídeo onde exaltou o talento e a importância do dramaturgo para a cultura brasileira. A atriz, que interpretou a icônica Helena em “Mulheres Apaixonadas” (2003), a sexta personagem a carregar o nome na obra de Manoel Carlos, expressou sua gratidão por ter feito parte do universo criado por ele.
“Nosso Maneco partiu, deixando um rombo enorme na nossa cultura, na nossa televisão”, declarou Torloni, descrevendo a perda como um vazio profundo. Ela enalteceu o autor como um “grande gênio da dramaturgia brasileira” e um “grande humanista”, que soube como ninguém retratar “tantas almas”.
A atriz relembrou com carinho a relação pessoal com Manoel Carlos, que era amigo de seus pais, e a oportunidade que ele lhe deu de interpretar uma personagem que marcou sua carreira. “Me oferecendo um papel de filha da Lilian Lemmertz, que foi a primeira Helena. No rol das grandes Helenas que viriam. E depois, no futuro, me oferecendo um papel definitivo na minha vida que foi a Helena de Mulheres Apaixonadas”, contou.
Torloni detalhou o convite inusitado para viver a protagonista de “Mulheres Apaixonadas”. Ela revelou que Manoel Carlos a convocou para um encontro em Nova York, onde caminharam e conversaram sobre o papel. A atriz recordou a justificativa do autor para escolhê-la: “Não é que eu mereço, a sua vida te define, te autoriza, a sua Helena representará muitas Helenas que estão por aí, anti-heroínas, uma Helena humana, anti-heroína. Ser heroína é desumano”.
Em sua mensagem, Christiane Torloni também estendeu seus sentimentos à família do autor, enviando “um beijo enorme para Bete, para Julinha, para a família que vai sentir uma enorme saudade desse homem tão amoroso, tão carinhoso”. Ela mencionou os “presentes lindos” que recebeu durante a novela, como cartas e livros de arte, e a sensação de ter sido “musa” para ele.
Finalizando seu tributo, a atriz desejou uma “alma que está evolando para um lugar pleno de liberdade”, onde Manoel Carlos reencontrará “os meninos que ele perdeu”. Ela imaginou um futuro encontro “no céu da boa gente, batendo palma, rindo, provavelmente tomando um bom champanhe”, celebrando a vida. “Vai Maneco, você cumpriu lindamente o seu legado. Muito obrigada por você ser”, concluiu.