A especulação sobre a presença da consagrada atriz Christiane Torloni, 68 anos, na próxima edição do Big Brother Brasil foi oficialmente dissipada. O nome da artista vinha sendo associado a listas de possíveis participantes famosos para o “BBB 26”, mas sua agenda e publicações recentes comprovam o contrário.
No último domingo (11), Torloni foi vista em um teatro no Rio de Janeiro. Para reforçar sua ausência do confinamento, ela também utilizou suas redes sociais para compartilhar uma emocionante homenagem ao falecido autor Manoel Carlos. A postagem, com teor de despedida, demonstra que a atriz não estava hospedada no hotel destinado aos participantes do grupo “Camarote” do reality show, que tem estreia marcada para esta segunda-feira (12), após a novela “Três Graças”.
Um Tributo à Memória e Legado
Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Christiane Torloni relembrou o impacto de Manoel Carlos na teledramaturgia brasileira. A atriz teve a honra de interpretar uma das icônicas “Helenas”, personagens centrais nas novelas do autor, marcando profundamente sua carreira. Sua atuação como Helena em “Mulheres Apaixonadas”, um sucesso de crítica e público que continua a gerar repercussão, foi um dos pontos altos de sua trajetória.
“Oi, meus queridos! Domingo, um dia luminoso, quente, um dia de despedida. Nossa Maneco partiu, deixando mais um rombo nesse coração que parece aqueles queijos cheios de buraquinhos. Deixando um rombo enorme na nossa cultura, na nossa televisão. Maneco que foi esse grande gênio da dramaturgia brasileira”, declarou Torloni, visivelmente emocionada.
A atriz compartilhou detalhes sobre o convite que mudou seu destino profissional. “Um homem que me presenteou de muitas maneiras. Primeiro com a presença dele: amigo dos meus pais como ele foi e depois, já na carreira, me oferecendo o papel de filha da Lilian Lemmertz, que foi a primeira Helena no rol das grandes Helenas que viriam. Depois, no futuro, me oferecendo um papel definitivo na minha vida que foi a Helena de ‘Mulheres Apaixonadas’.”
Torloni narrou o encontro inusitado em Nova York, onde Manoel Carlos a convidou para viver a personagem que se tornaria um marco. “Maneco mudou o meu destino. Eu estava fazendo uma peça, ia fazer outra novela e ele mandou me chamar: ‘Manda a Christiane vir para Nova York que eu tenho que conversar com ela. Local de encontro: Central Park. Caminhamos pelas ruas de NY, sentamos no parque, conversamos e eu perguntava: ‘Mas por que eu?’. E ele dizia com aquela voz linda: ‘É que a sua vida te define, te autoriza. A sua Helena representará muitas Helenas que estão por aí, anti-heroínas. Uma Helena humana, anti-heroína. Ser heroína é desumano. Aliás, ser herói é desumano. E ele, como ninguém, foi o cronista de tantas almas, um grande humanista”, relembrou.
Em sua despedida, Christiane Torloni estendeu seus pêsames à família do autor. “Deixo aqui o meu beijo enorme para a Bety, para a Julinha, para a família, que vai sentir uma enorme saudade desse homem tão amoroso, tão carinhoso com os amigos. Os presentes lindos que ele me deu durante a novela, escrevendo cartas lindas, livros de arte. Ele escrevia com caneta tinteiro. E esse sabor raro e definitivo de você, como atriz, saber que você foi musa durante um tempo”, concluiu, expressando gratidão pelo legado deixado por Manoel Carlos.