A partir de 19 de janeiro, o aplicativo Caixa Tem será o canal por onde a Caixa Econômica Federal iniciará a distribuição dos valores referentes ao programa Bolsa Família. Os depósitos, que podem variar significativamente dependendo da estrutura familiar, têm potencial para superar o piso de R$ 600, atingindo patamares de R$ 750 e até aproximando-se de R$ 1.000 para um número expressivo de beneficiários.
Embora o valor base do benefício permaneça em R$ 600, o Governo Federal mantém a aplicação de valores adicionais mensais, destinados a famílias que se enquadram em critérios específicos do programa. Essas parcelas complementares elevam o montante total depositado diretamente nas contas dos cidadãos, sem a necessidade de qualquer solicitação adicional.
Composição dos Valores Adicionais do Bolsa Família
Conforme detalhado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), os valores extras são distribuídos da seguinte forma:
- Benefício Primeira Infância (BPI): R$ 150 por criança com idade inferior a 6 anos completos.
- Benefício Variável Familiar (BVF): R$ 50 para cada gestante.
- Benefício Variável Familiar (BVF): R$ 50 para cada membro da família com idade entre 7 e 18 anos incompletos.
- Benefício Variável Familiar (BVF): R$ 50 para mães que estejam amamentando bebês com até 6 meses de vida (nutrizes).
É importante ressaltar que esses valores são cumulativos. Assim, famílias com maior número de dependentes que se enquadrem nas regras estabelecidas tendem a receber um valor mensal superior.
Potencial de Recebimento e Exemplos Práticos
Na prática, a somatória desses adicionais permite que muitas famílias ultrapassem o valor mínimo de R$ 600. Como exemplos:
- Uma família composta por dois adolescentes, com idades entre 7 e 17 anos, receberá um adicional de R$ 100, totalizando R$ 700 no mês.
- Uma família com uma criança de até 6 anos, um adolescente de 7 a 17 anos, um bebê com até 7 meses e uma gestante poderá somar R$ 300 em benefícios adicionais, alcançando um total próximo de R$ 1.000.
Requisitos para Manutenção do Benefício
Para garantir a continuidade do recebimento do Bolsa Família, o governo estabelece o cumprimento de condicionalidades essenciais, incluindo:
- Obrigatoriedade de frequência escolar para crianças e adolescentes.
- Acompanhamento regular de saúde para gestantes, crianças e nutrizes no Sistema Único de Saúde (SUS).
- Manutenção do calendário vacinal atualizado.
O descumprimento dessas exigências pode acarretar no bloqueio ou na suspensão do pagamento do benefício.
Calendário de Pagamentos do Bolsa Família em Janeiro
Os depósitos do Bolsa Família seguem a ordem do último dígito do Número de Identificação Social (NIS) e são realizados nos últimos dias úteis de cada mês. Em janeiro, os pagamentos se iniciarão em até 7 dias a partir do dia 19. Confira as datas previstas:
- NIS final 1: 19 de janeiro
- NIS final 2: 20 de janeiro
- NIS final 3: 21 de janeiro
- NIS final 4: 22 de janeiro
- NIS final 5: 23 de janeiro
- NIS final 6: 26 de janeiro
- NIS final 7: 27 de janeiro
- NIS final 8: 28 de janeiro
- NIS final 9: 29 de janeiro
- NIS final 0: 30 de janeiro
A previsão para os demais meses de 2026 é a seguinte:
- Fevereiro: de 12 a 27
- Março: de 18 a 31
- Abril: de 16 a 30
- Maio: de 18 a 29
- Junho: de 17 a 30
- Julho: de 20 a 31
- Agosto: de 18 a 31
- Setembro: de 17 a 30
- Outubro: de 19 a 30
- Novembro: de 16 a 30
- Dezembro: de 10 a 23