O renomado grupo Raíces de América retorna aos palcos paulistanos para inaugurar a programação de shows latinos do Blue Note São Paulo em 2026. A apresentação, marcada para o dia 15 de janeiro, às 20h, representa uma nova oportunidade para o público apreciar o talento do conjunto, que já encantou inúmeras plateias em 2025.
Com uma trajetória consolidada desde sua fundação em 1979, o Raíces de América, idealizado pelo compositor e empresário Enrique Bergen, desempenha um papel crucial na difusão da música latina de alta qualidade no Brasil. A proposta inicial do grupo era apresentar um som latino com padrão internacional, reunindo alguns dos mais talentosos artistas latinos residentes no país.
Entre os membros fundadores e colaboradores de destaque, figuram nomes como Tony Osanah e Willy Verdaguer, que anteriormente integraram o Beat Boys, banda que acompanhou Caetano Veloso em apresentações nos anos 60. A eles se juntaram talentosos instrumentistas como Enzo Merino e Oscar Segóvia, além da vocalista Mariana Avena.
Historicamente, o Raíces de América sempre contou com a presença de vozes femininas marcantes. Duas delas, a argentina Mariana Avena e a brasileira Miriam Mirah, deixaram um legado indelével com a beleza e a potência de suas interpretações, embora ambas já tenham falecido. Na apresentação de amanhã, a cantora Nacha Moretto, que está em São Paulo, será a convidada de honra. Ela revisitou canções icônicas do grupo, eternizadas por sua voz. Outro ex-integrante, o músico Jorge Menares, também participará do show como convidado.
O repertório do show promete revisitar clássicos que marcaram a carreira do Raíces de América. Entre as canções a serem apresentadas estão “Ameríndia”, composição de Tony Osanah que celebra as raízes dos povos originários do continente; “O Doce e o Amargo”, de João Ricardo e Paulinho Mendonça, um dos grandes sucessos do grupo; “Los Hermanos”, um emblemático hino latino-americano de Atahualpa Yupanqui, que já foi interpretado por ícones como Mercedes Sosa e Elis Regina; e “Fruto do Suor”, o maior hit do conjunto. Essa última, composta por Tony Osanah e Enrique Bergen, obteve o segundo lugar no Festival MPB Shell em 1982 e aborda a força dos imigrantes que contribuíram para a construção do Brasil.
A formação atual do Raíces de América é composta por Willy Verdaguer (baixo e direção geral), Fabian Famin (vocal principal masculino e bombo legüero), Nicole Bueno (vocal principal feminino), Jara Arrais (violão e charango), Chico Pedro (quena e zampoña), André Perine (violão e charango), Jica Thomé (percussão) e Abner Paul (bateria).
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