Connect with us

Notícias

O Médico Brasileiro Que Viu Elvis Pela Última Vez: Os Bastidores da Morte do Rei do Rock

Published

on

Aos 29 anos, Raul Lamim, um jovem médico brasileiro em residência no Baptist Memorial Hospital, em Memphis, tinha um plano: assistir a um show de Elvis Presley. Era agosto de 1977, e a expectativa do futuro professor de medicina, hoje aos 79 anos, era grande. Contudo, o encontro com o ídolo não se deu nos palcos, mas em uma sala de necropsia.

Na tarde de 16 de agosto, a rotina hospitalar de Lamim foi interrompida por um pedido inusitado: aguardar uma autópsia de urgência. A incredulidade inicial ao ouvir o nome do falecido – “Elvis Presley?” – dissipou-se rapidamente com a chegada de viaturas policiais, equipes de televisão e a comoção geral. O Rei do Rock, que completaria 91 anos em janeiro, havia falecido aos 42 anos na cidade que o acolheu.

Em entrevista exclusiva ao Portal iG, o Dr. Lamim, agora professor na Faculdade de Ciências Médicas Suprema, em Juiz de Fora (MG), detalha a experiência. Acompanhado do patologista-chefe do hospital, Thomas McChesney, Lamim relata o nervosismo inicial diante da magnitude do evento. “De início eu nem queria fazer, fiquei um pouco nervoso com o tamanho da situação”, confessa. No entanto, o dever médico prevaleceu sobre o receio, e a autópsia foi realizada.

Elvis Presley foi encontrado sem vida horas antes por sua noiva, Ginger Alden, no banheiro de sua mansão, Graceland. Relatos indicam que a noite anterior foi marcada por insônia, partidas de squash, ensaios ao piano e o uso de sedativos, hábitos que já fragilizavam sua saúde. Alden o encontrou caído de bruços, com um livro sobre o Santo Sudário ao lado. As tentativas de reanimação foram infrutíferas.

Advertisement

Lamim, em sua análise, aponta a asfixia como causa provável da morte, agravada pela ingestão de múltiplos medicamentos indutores de sono. “A causa da morte dele, na minha maneira de ver, foi por asfixia. Quer dizer, ele era uma pessoa que tinha um monte de queixas e muitos remédios indutores de sono: tranquilizantes, antidepressivos. Acho que esses herméticos se potencializam. Induziu nele um sono mais profundo, como uma narcose, e ele caiu, sono lento, dormiu e não teve ação nenhuma para se defender, por exemplo, da dificuldade que ele tinha de respirar”, explica. Sobre a possibilidade de a medicina moderna ter evitado a tragédia, o médico pondera: “Talvez, talvez hoje em dia, com os avanços médicos e de tecnologia, 48 anos depois, seria mais fácil diagnosticar os problemas de saúde do Elvis. Mas a medicina é muito dinâmica, não temos como ter certeza.”

Apesar da comoção mundial, o laudo da autópsia permaneceu sigiloso, tanto por questões legais quanto éticas. A pressão da imprensa, contudo, era intensa. Lamim recorda a oferta de um repórter, Geraldo Rivera, de até 1 milhão de dólares para ter acesso ao documento, valor que ultrapassa os R$ 5,3 milhões na cotação atual. O Portal iG tentou contato com Rivera, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

O médico brasileiro descarta teorias conspiratórias sobre a morte do cantor. Para ele, a experiência reforça a finitude da vida. “Isso mostra que a vida não vale nada, não importa a posição que a pessoa ocupa. No final das contas, somos todos seres humanos fadados a morrer”, reflete, concluindo com a certeza histórica: “O fato é o seguinte: ele morreu.”

O Médico Brasileiro Que Viu Elvis Pela Última Vez: Os Bastidores da Morte do Rei do Rock

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias

Wesley Safadão Defende Cachês de Prefeituras: “Não Estamos Cometendo Crime”

Published

on

Wesley Safadão, um dos nomes de maior destaque na música sertaneja, veio a público para rebater as críticas sobre os valores recebidos por suas apresentações, muitas delas custeadas com verbas públicas. A polêmica ganhou destaque após uma decisão judicial no Ceará determinar que Renan Santos, figura conhecida do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à presidência, removesse publicações que associaram o artista a “corrupção” devido aos cachês milionários pagos por prefeituras do Nordeste.

Em declarações concedidas à imprensa durante um evento em Ribeirão Preto (SP), o cantor demonstrou serenidade diante das acusações. “A gente está bem tranquilo em relação a isso. Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime. A gente está executando o nosso trabalho”, afirmou.

Safadão reforçou que sua atuação profissional é legítima e transparente. “Ninguém está colocando a faca no pescoço de ninguém para nos contratar. Eu acho que não tem coisa melhor no mundo do que você deitar com sua consciência tranquila e em paz. Eu sei o tempo de carreira, o tempo de trabalho que eu tenho, e estou muito feliz. Só tenho a agradecer, não tenho nada a reclamar”, declarou.

O artista, que segundo informações receberá cerca de R$ 1,5 milhão para se apresentar no São João de Caruaru em 2026, também comentou sobre a percepção de que seus cachês seriam exorbitantes. Ele defende que o valor de mercado reflete a demanda e o retorno que proporciona. “Já ouvi perguntarem como é que um show sobe, de um ano para o outro, mais de 10%? Eu sempre digo que não existe artista caro, existem os artistas que não se pagam. Não menosprezando a carreira de ninguém, mas, assim, a gente está muito tranquilo quanto a isso”, pontuou.

Advertisement

A manifestação do cantor ocorre após ele obter uma decisão judicial favorável em um processo movido contra Renan Santos. O pré-candidato havia acusado Safadão de liderar um “esquema bizarro” de exploração de prefeituras nordestinas, alegando que o artista teria firmado mais de 50 contratos entre 2024 e 2025, totalizando R$ 52 milhões em verbas públicas.

Wesley Safadão Defende Cachês de Prefeituras:

Continue Reading

Notícias

Wesley Safadão Defende Cachês Públicos: ‘Ninguém Comete Crime’

Published

on

O cantor Wesley Safadão se pronunciou sobre as críticas referentes aos altos cachês pagos por prefeituras para suas apresentações. Recentemente, a Justiça do Ceará ordenou que Renan Santos, uma das figuras centrais do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à presidência, removesse publicações que rotulavam o artista como “novo ícone da corrupção” devido aos valores recebidos de municípios nordestinos.

Em declarações feitas em Ribeirão Preto (SP), durante os bastidores de um evento, Safadão defendeu sua atuação. “A gente está bem tranquilo em relação a isso. Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime. A gente está executando o nosso trabalho”, afirmou.

O músico enfatizou a tranquilidade de consciência e a legitimidade de sua carreira. “Eu acho que não tem coisa melhor no mundo do que você deitar com sua consciência tranquila e em paz. Eu sei o tempo de carreira, o tempo de trabalho que eu tenho, e estou muito feliz. Só tenho a agradecer, não tenho nada a reclamar”, acrescentou.

Safadão, que tem um contrato de R$ 1,5 milhão para se apresentar no São João de Caruaru em 2026, também comentou sobre a percepção de valores. “Já ouvi perguntarem como é que um show sobe, de um ano para o outro, mais de 10%? Eu sempre digo que não existe artista caro, existem os artistas que não se pagam. Não menosprezando a carreira de ninguém, mas, assim, a gente está muito tranquilo quanto a isso”, ponderou.

Advertisement

Na última segunda-feira (27/4), o cantor obteve uma vitória judicial na ação que moveu contra Renan Santos por calúnia, difamação e injúria. Santos havia acusado Safadão de corrupção, alegando que o artista “lidera um esquema bizarro que explora prefeituras pobres no Nordeste e toma para si milhões em dinheiro que não deveria estar com ele”. Segundo as alegações, somente entre 2024 e 2025, Safadão teria firmado mais de 50 contratos totalizando R$ 52 milhões.

Wesley Safadão Defende Cachês Públicos: 'Ninguém Comete Crime'

Continue Reading

Notícias

Wesley Safadão defende cachês milionários de prefeituras: “Não estamos cometendo crime”

Published

on

O cantor Wesley Safadão se pronunciou sobre as críticas envolvendo os altos cachês pagos por prefeituras nordestinas para suas apresentações. Em meio a questionamentos sobre o uso de verbas públicas em sua contratação, o artista afirmou que sua atuação profissional não configura ilegalidade.

Em entrevista concedida nos bastidores de um evento em Ribeirão Preto (SP), Safadão declarou: “Eu sempre digo o seguinte: a gente está bem tranquilo em relação a isso. Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime. A gente está executando o nosso trabalho”.

A declaração surge após uma decisão judicial no Ceará, que determinou que Renan Santos, uma das figuras centrais do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à presidência, removesse conteúdos em que rotulou o cantor como “novo ícone da corrupção”. As acusações de Santos referiam-se especificamente aos valores recebidos por Safadão em contratos com municípios do Nordeste.

Safadão reforçou sua posição: “Ninguém está colocando a faca no pescoço de ninguém para nos contratar. Eu acho que não tem coisa melhor no mundo do que você deitar com sua consciência tranquila e em paz. Eu sei o tempo de carreira, o tempo de trabalho que eu tenho, e estou muito feliz. Só tenho a agradecer, não tenho nada a reclamar”.

Advertisement

O artista, que tem previsão de receber R$ 1,5 milhão por sua participação no São João de Caruaru em 2026, defendeu a valorização de seu trabalho: “Já ouvi perguntarem como é que um show sobe, de um ano para o outro, mais de 10%? Eu sempre digo que não existe artista caro, existem os artistas que não se pagam. Não menosprezando a carreira de ninguém, mas, assim, a gente está muito tranquilo quanto a isso”.

Na última segunda-feira (27/4), Safadão obteve uma vitória judicial na ação que moveu contra Renan Santos por calúnia, difamação e injúria. Santos havia acusado o cantor de corrupção, alegando que ele “lidera um esquema bizarro que explora prefeituras pobres no Nordeste e toma para si milhões em dinheiro que não deveria estar com ele”. Segundo as alegações de Santos, apenas entre 2024 e 2025, Safadão teria firmado mais de 50 contratos totalizando R$ 52 milhões.

Wesley Safadão defende cachês milionários de prefeituras:

Continue Reading
Advertisement

Mais Lidas

Copyright © 2026 TVeMais