A cantora Majur aderiu a uma tendência popular nas redes sociais, compartilhando imagens de 2016, um período anterior à sua transição de gênero. A artista, que se identifica como mulher transsexual, expressou que, naquela época, ainda não havia completado sua jornada de autodescoberta e afirmação.
‘Eu ainda não era eu’, declarou Majur, em referência às fotografias que datam de sete anos atrás. A postagem gerou uma onda de reações positivas por parte de fãs e colegas, que elogiaram sua evolução.
Comentários como ‘É tão incrível de acompanhar e ver você se tornar cada vez mais uma versão melhor de si mesma’ e ‘Que transformação viu! Literalmente você transcendeu’ inundaram a seção de comentários. Outros internautas ressaltaram a importância do processo individual: ‘Mas daí que você se tornou quem é hoje, tudo tem um processo’, e um admirador acrescentou: ‘Não era você, mas continuava linda!’
Em sua trajetória de autoconhecimento, Majur passou por intervenções estéticas, incluindo feminização facial e mamoplastia, buscando alinhar sua aparência à sua identidade de gênero. Durante esse processo, a cantora revelou ter enfrentado disforia de imagem, uma condição em que a pessoa não se reconhece em seu próprio corpo. Em entrevista concedida ao EXTRA em 2024, ela abordou o tema:
‘A disforia é causada pelo olhar do outro. Quando alguém ficava me olhando para apontar se tem um volume ali na minha calcinha ou não. Ou quando o outro vem com um olhar de julgamento. É muito comum pessoas trans passarem por isso. Aos poucos, fui mudando minha cabeça. Quem julga não estava preocupado comigo, com minha existência. E ninguém paga as minhas contas’, explicou.
Um pilar fundamental em sua jornada tem sido o apoio incondicional de sua mãe, Luziane Luzia. ‘Desde criança, ela sempre me apoiou, até quando eu sofria bullying. “Você não é isso o que estão dizendo”, ela repetia. Até hoje penso assim, quando sou agredida. Por isso, dificilmente um comentário ruim me atinge’, compartilhou Majur.
A combinação de força de vontade e um sólido sistema de apoio tem permitido à cantora, de 1,93m de altura, realizar as transformações corporais desejadas em seu próprio tempo, sem ceder a pressões externas.
‘Principalmente quando surgi, tinha uma pressão que precisava fazer isso, ou aquilo, para “ficar mais feminina”. Contei com o apoio de várias amigas, como a Urias (cantora), que me orientaram a curtir o meu processo. Quero fazer outras intervenções. Eu conto sempre que faço, porque representa uma conquista e a gente tem que celebrar a busca para nos encontrarmos’, afirmou.