A cantora Majur aderiu a uma popular tendência nas redes sociais e surpreendeu seus seguidores ao divulgar registros fotográficos de 2016, período anterior à sua transição de gênero. A artista, que se identifica como mulher transsexual, expressou em sua postagem que, àquela época, ainda não se sentia plenamente realizada em sua identidade.
“Eu não era eu ainda”, declarou Majur, acompanhada de uma enxurrada de comentários de fãs e amigos que celebraram sua evolução e autenticidade. As reações destacaram a admiração pela sua jornada de autodescoberta e afirmação.
“É tão inspirador acompanhar e ver você se tornar cada vez mais uma versão melhor de si mesma”, comentou um internauta. Outro elogiou: “Que transformação, viu! Literalmente você transcendeu”. A percepção de que cada etapa é fundamental para a construção da identidade atual também foi ressaltada: “Mas daí que você se tornou quem é hoje, tudo tem um processo”. Um fã, em particular, escreveu: “Não era você, mas continuava linda!”.
Em sua trajetória de autoconhecimento, Majur passou por procedimentos estéticos, incluindo feminização facial e mamoplastia, visando a harmonização corporal com sua identidade de gênero. A artista já havia compartilhado em entrevista ao EXTRA, em 2024, os desafios enfrentados, como a disforia de imagem, caracterizada pela dificuldade em se reconhecer no próprio corpo em decorrência do olhar social.
“A disforia é causada pelo olhar do outro. Quando alguém ficava me olhando para apontar se tem um volume ali na minha calcinha ou não. Ou quando o outro vem com um olhar de julgamento. É muito comum pessoas trans passarem por isso”, explicou Majur. Ela acrescentou que, com o tempo, mudou sua perspectiva, compreendendo que os críticos não se preocupavam com seu bem-estar. “Aos poucos, fui mudando minha cabeça. Quem julga não estava preocupado comigo, com minha existência. E ninguém paga as minhas contas”, refletiu.
O apoio familiar, especialmente o de sua mãe, Luziane Luzia, tem sido um pilar fundamental. “Desde criança, ela sempre me apoiou, até quando eu sofria bullying. ‘Você não é isso o que estão dizendo’, ela repetia. Até hoje penso assim, quando sou agredida. Por isso, dificilmente um comentário ruim me atinge”, relatou a cantora.
Com 1,93m de altura e uma determinação inabalável, Majur tem conduzido suas transformações corporais em seu próprio tempo, resistindo a pressões externas. “Principalmente quando surgi, tinha uma pressão que precisava fazer isso, ou aquilo, para ‘ficar mais feminina’. Contei com o apoio de várias amigas, como a Urias (cantora), que me orientaram a curtir o meu processo”, disse.
A artista manifestou o desejo de realizar novas intervenções no futuro, encarando cada passo como uma conquista. “Eu conto sempre que faço, porque representa uma conquista e a gente tem que celebrar a busca para nos encontrarmos”, concluiu.