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Oprah Winfrey compartilha ganho de peso após suspender tratamento e especialistas explicam o fenômeno

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Aos 71 anos, a icônica apresentadora Oprah Winfrey voltou a ser assunto nas redes sociais ao relatar uma experiência recente em sua jornada de controle de peso. Ela revelou ter recuperado aproximadamente 9 quilos após interromper o uso de medicamentos injetáveis para emagrecimento, uma decisão que, segundo ela, serviu para demonstrar que o corpo real, mesmo com disciplina, possui suas próprias dinâmicas.

“Fiquei sem os medicamentos durante todo o ano passado e engordei aproximadamente 9 kg. Queria me testar. Todo mundo dizia que eu iria engordar, e eu pensei: ‘vou provar que consigo, vou fazer trilhas, vou me exercitar’, mas engordei”, compartilhou Oprah em entrevista ao programa Today. A apresentadora iniciou o uso de análogos do GLP-1 em 2023, quando seu peso era de 107 kg. Em cerca de dois anos, ela havia perdido 23 kg. No entanto, ao suspender a medicação no início de 2025, parte do peso retornado de forma acelerada.

O caso de Oprah não é isolado. Estudos científicos corroboram essa tendência. Uma pesquisa da Universidade de Oxford, publicada na revista BMJ, aponta que a recuperação de peso após a interrupção dos análogos do GLP-1 tende a ser mais rápida, especialmente quando não há uma consolidação de mudanças alimentares e comportamentais consistentes. Adicionalmente, um levantamento apresentado na Obesity Week 2025 indicou que 58% dos usuários recuperam uma parcela do peso em até um ano após a descontinuação do medicamento.

O médico Danilo Almeida, pós-graduado em Nutrologia pela ABRAN e fundador da Clínica Versio, em Vitória (ES), comentou que a situação vivenciada pela apresentadora reflete o que a ciência já tem demonstrado: os medicamentos são auxiliares importantes, mas não soluções definitivas.

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“Se o paciente suspende o uso sem ter modificado seus hábitos e adotado uma dieta mais equilibrada como padrão, o organismo tende a recuperar o peso perdido rapidamente, podendo até registrar um ganho superior ao que foi perdido”, explicou o especialista.

Apesar do reganho de peso, Oprah Winfrey declarou não se arrepender da decisão de interromper a medicação. Ela destacou que conseguiu controlar os chamados “ruídos alimentares”, que são pensamentos recorrentes sobre comida, e ressaltou outras alterações positivas em sua rotina, como a eliminação do álcool, a prática diária de exercícios físicos e o desenvolvimento de uma relação mais saudável com seu corpo.

Para o Dr. Danilo Almeida, este último ponto é crucial. Ele ressalta que a obesidade, sendo uma doença crônica, requer uma estratégia de manejo contínuo. “O GLP-1 reduz o apetite, mas não ensina a pessoa a comer melhor, a gerenciar a fome emocional ou a construir uma relação positiva com a comida. Sem essa base sólida, o corpo reage de maneira acentuada à retirada da medicação”, alertou.

O médico detalha que o principal motivo para o retorno do peso está na forma como a medicação atua. Os injetáveis visam primordialmente a redução do apetite e o aumento da saciedade, mas não abordam as causas subjacentes da obesidade. “Quando a medicação é descontinuada, a fome tende a retornar gradualmente. Se o paciente não desenvolveu estratégias alimentares e comportamentais durante o tratamento, ele inevitavelmente volta aos padrões anteriores”, afirmou.

Outro fator relevante é a perda de massa magra. Muitos pacientes experimentam uma diminuição na musculatura durante o processo, especialmente se a ingestão de proteínas for insuficiente. “O músculo é sinônimo de metabolismo. Quando o paciente perde massa magra, o gasto energético basal diminui. Com a suspensão do medicamento, o corpo passa a gastar menos energia, o que facilita o reganho de peso”, explicou.

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A falta de acompanhamento contínuo também é apontada como um erro comum. “Muitas pessoas iniciam o tratamento com o medicamento com grandes expectativas, mas sem um plano de longo prazo. A obesidade não é uma intervenção temporária, é um tratamento crônico”, reforçou o Dr. Danilo.

Para evitar o efeito rebote, o especialista enfatiza que a mudança de comportamento deve ser iniciada durante o uso da medicação e não após a sua interrupção. Entre os pilares essenciais para o sucesso a longo prazo, ele aponta:

Aprender a comer mesmo com menos fome: O GLP-1 reduz o apetite, criando uma janela de oportunidade ideal para treinar escolhas alimentares mais nutritivas. Priorizar proteínas, fibras e micronutrientes é fundamental para a manutenção da massa muscular e a prevenção de deficiências.

Reorganizar a relação com a comida: Compreender a diferença entre fome fisiológica, fome emocional e saciedade é vital para evitar compulsões e o ciclo de ganho e perda de peso (efeito sanfona).

Dieta sustentável a longo prazo: É essencial abandonar a ideia de dietas temporárias. O plano alimentar deve ser viável e prazeroso a ponto de ser mantido mesmo após o fim do uso da medicação.

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Planejamento do desmame da medicação: A interrupção abrupta aumenta significativamente o risco de reganho de peso. O processo deve ser gradual, com ajustes na dieta e reforço da atividade física.

Acompanhamento profissional contínuo: Monitorar o comportamento alimentar, ajustar estratégias conforme necessário e revisar metas de forma periódica são medidas cruciais para evitar frustrações e recaídas.

Em última análise, a mensagem transmitida por Oprah Winfrey e corroborada pela ciência é clara: embora a medicação injetável possa ser uma ferramenta poderosa, a sustentação dos resultados a longo prazo depende intrinsecamente das mudanças de comportamento e hábitos que ocorrem fora do âmbito farmacológico.

Oprah Winfrey compartilha ganho de peso após suspender tratamento e especialistas explicam o fenômeno

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Diretor de ‘Piratas do Caribe’ Alerta: Efeitos Digitais Podem Estar Prejudicando o Cinema

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Gore Verbinski, o cineasta por trás da aclamada trilogia original de “Piratas do Caribe”, expressou publicamente sua preocupação com o uso excessivo de computação gráfica (CGI) na produção cinematográfica contemporânea. Segundo o diretor, a dependência cada vez maior de efeitos visuais gerados por computador estaria, em sua visão, comprometendo a qualidade e a essência do cinema.

Verbinski, que também dirigiu filmes como “O Chamado” e “Rango”, argumenta que a facilidade e a onipresença do CGI podem levar a uma negligência na construção de narrativas sólidas e na performance genuína dos atores. Ele sugere que a busca por espetáculos visuais impressionantes, em detrimento da substância da história e da atuação, pode estar diluindo a experiência cinematográfica para o público.

A declaração surge em um momento em que muitos blockbusters dependem fortemente de efeitos digitais para criar mundos fantásticos e sequências de ação grandiosas. Embora o CGI tenha revolucionado a forma como histórias podem ser contadas visualmente, o diretor levanta um debate sobre os limites e os potenciais efeitos colaterais dessa tecnologia quando aplicada de maneira indiscriminada, questionando se a arte de contar histórias através do cinema está sendo ofuscada pela tecnologia.

Diretor de 'Piratas do Caribe' Alerta: Efeitos Digitais Podem Estar Prejudicando o Cinema

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Vini Jr. revela talento para fotografia e encanta Virginia Fonseca: ‘Arrasou!’

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O atacante Vinícius Júnior, conhecido por seus feitos em campo pelo Real Madrid, tem demonstrado um lado artístico surpreendente fora dos gramados. Nesta quinta-feira (22), a influenciadora Virginia Fonseca compartilhou em suas redes sociais um vislumbre do novo hobby do namorado: a fotografia.

Em uma série de publicações, Virginia exibiu Vini Jr. em ação, comandando a câmera e registrando momentos ao lado dela. A influenciadora não poupou elogios ao desempenho do jogador, brincando sobre o processo criativo.

“Amando.com! Ps: depois de muita falação na cabeça dele, ele arrasou na foto”, escreveu Virginia, evidenciando o sucesso da empreitada fotográfica de Vini Jr. As imagens mostram o casal desfrutando de um momento descontraído, com o atleta assumindo o papel de fotógrafo e resultando em cliques que agradaram a influenciadora.

Vini Jr. revela talento para fotografia e encanta Virginia Fonseca: 'Arrasou!'

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Wagner Moura: De Repórter a Candidato ao Oscar, a Trajetória Improvável do Ator Brasileiro

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A recente indicação de Wagner Moura ao Oscar de 2026 por seu papel em “O Agente Secreto” consolida uma carreira internacional de sucesso. No entanto, o caminho que levou o ator brasileiro a esse patamar poderia ter sido radicalmente distinto, com uma incursão inicial no jornalismo.

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Moura deu seus primeiros passos profissionais no início dos anos 2000 como repórter em um programa voltado para questões sociais na TV Bahia, afiliada da Rede Globo. Na época, o trabalho no “Michelle Marie Entrevista”, com um formato semelhante ao “Programa Amaury Jr.”, servia como sustento enquanto ele nutria o desejo de se dedicar às artes cênicas.

O reencontro com a atuação se deu por meio do teatro, um interesse que surgiu ainda na adolescência. Em Salvador, no Colégio Mendel, Moura integrou o Grupo Pasmem, fundado pela professora Cristina Rodrigues em 1996. Apesar de sua formação acadêmica em jornalismo, foi nos palcos que ele encontrou a porta de entrada para o universo artístico.

A peça “A Máquina”, em que atuou ao lado de Lázaro Ramos e Vladimir Brichta, marcou sua mudança para o Rio de Janeiro e abriu caminhos no cinema nacional. Participações em curtas como “Pop Killer” e “Rádio Gogó”, além de pequenos papéis em longas como “Sabor da Paixão”, precederam sua consolidação em 2003 com os filmes “Deus é Brasileiro” e “O Caminho das Nuvens”, além de uma atuação marcante em “Carandiru”, de Hector Babenco. A escalação para este último ocorreu de forma inusitada: impossibilitado de comparecer aos testes presenciais, Moura enviou uma gravação onde apenas sua voz era audível, lendo trechos do livro de Dráuzio Varella, o que despertou a curiosidade do diretor.

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Na televisão, sua estreia ocorreu com um convite de Antônio Fagundes para a retomada do seriado “Carga Pesada”, interpretando Pedrinho, filho do personagem de Stênio Garcia. Na sequência, participou de “Sexo Frágil”, série criada por Luís Fernando Veríssimo, e fez participações em “A Grande Família”. Em 2005, Wagner Moura assumiu o papel de protagonista pela primeira vez em uma novela das sete, “A Lua Me Disse”, interpretando o galã Gustavo Bogari. Logo após, emendou a minissérie “JK”, vivendo o personagem-título em sua juventude.

O ano de 2007 foi um divisor de águas, com o ator se tornando um fenômeno nacional. Na novela “Paraíso Tropical”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, interpretou o ambicioso vilão Olavo Novaes. O papel, inicialmente cogitado para Selton Mello, foi indicado por Dennis Carvalho, que já havia trabalhado com Moura em “JK”. A intensa relação de Olavo com Bebel, personagem de Camila Pitanga, tornou-se um dos pontos altos da trama, fruto de uma sugestão dos próprios atores para aprofundar o afeto entre os personagens.

Paralelamente, o filme “Tropa de Elite”, de José Padilha, ganhava força. Na obra, Moura interpretou o Capitão Nascimento, do BOPE. Uma alteração na edição revelou que o ponto de vista de Nascimento seria mais eficaz para a narrativa, levando a regravações de narração às pressas. “Tropa de Elite” alcançou sucesso estrondoso de bilheteria, conquistou prêmios no Brasil e na Europa, e gerou debates sobre temas como violência urbana e abordagem policial. A dupla atuação em “Paraíso Tropical” e “Tropa de Elite” alçou Wagner Moura ao status de um dos grandes nomes de sua geração, sendo nomeado “Homem do Ano” pela revista Vogue em 2007.

Após “Paraíso Tropical”, Wagner Moura encerrou seu ciclo na Rede Globo, optando por focar em sua carreira no cinema nacional e em projetos internacionais. Em 2009, recusou convites para a novela “Insensato Coração”. Em 2010, retomou o papel do Capitão Nascimento em “Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora É Outro”, que se manteve por uma década como a maior bilheteria da história do cinema brasileiro.

Sua estreia em Hollywood ocorreu em 2013 com “Elysium”, ao lado de Matt Damon e Jodie Foster, interpretando Spider. Em 2015, a série “Narcos”, da Netflix, o colocou no papel do traficante Pablo Escobar, atuação que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro em 2016, apesar de algumas críticas ao seu sotaque. A participação em “Narcos” o levou a declinar convites para “Sete Homens e um Destino” e para protagonizar “Bingo: O Rei das Manhãs”, indicando Vladimir Brichta para o papel.

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Em 2021, Wagner Moura foi convidado para integrar a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, ganhando direito a voto no Oscar. No mesmo ano, dirigiu “Marighella”, que estreou no Festival de Berlim e obteve grande sucesso no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, com oito troféus.

Mais recentemente, em 2022, estrelou a série “Shining Girls” e participou de “Civil War” e “Gato de Botas 2”. Em “The Gray Man”, da Netflix, contracenou com Ryan Gosling e Chris Evans, em um papel que exigiu uma perda de vinte quilos e foi elogiado pelos diretores Joe e Anthony Russo.

A trajetória de Wagner Moura atingiu um novo ápice em 2025 com “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, ambientado no Recife dos anos 1970. O filme, que estreou no Festival de Cannes disputando a Palma de Ouro, rendeu ao ator o Prêmio de Interpretação Masculina, tornando-o o primeiro sul-americano a receber tal honraria no festival. A aclamação se estendeu a premiações como o New York Film Critics Circle Awards e o Festival Internacional de Cinema de Chicago, além de indicações a outros importantes prêmios.

O reconhecimento internacional culminou em janeiro de 2026, quando Wagner Moura se tornou o primeiro brasileiro a vencer o Globo de Ouro de Melhor Ator em Drama. Poucas semanas depois, a indicação ao Oscar na mesma categoria selou de vez sua jornada de sucesso global.

Wagner Moura: De Repórter a Candidato ao Oscar, a Trajetória Improvável do Ator Brasileiro

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