A Beast Industries, conglomerado de empresas associado ao popular youtuber MrBeast, pronunciou-se oficialmente sobre o processo judicial movido por Lorrayne Mavromatis, ex-colaboradora brasileira. Em resposta formal enviada à imprensa, a companhia refutou categoricamente todas as alegações apresentadas pela profissional, descrevendo a ação como uma tentativa de obter notoriedade e assegurando possuir um robusto conjunto de evidências que contrariam o relato da ex-funcionária perante a Justiça dos Estados Unidos.
Segundo a empresa, a denúncia é fundamentada em “interpretações deliberadamente equivocadas” e “declarações comprovadamente falsas”. Em um comunicado detalhado, a Beast Industries informou ter em mãos provas materiais, incluindo registros de comunicação interna, documentos corporativos e depoimentos de testemunhas, que, segundo a companhia, invalidam integralmente as acusações.
A empresa também adotou uma postura firme ao declarar que não se curvará a “advogados oportunistas” que, em sua visão, buscam benefícios financeiros indevidos através do litígio. Em outra vertente de sua defesa, a companhia sustentou que o desligamento de Lorrayne Mavromatis ocorreu em decorrência de uma reestruturação organizacional, desvinculando-o de quaisquer denúncias feitas anteriormente pela ex-colaboradora.
Uma representante da Beast Industries, em contato telefônico com a reportagem, detalhou que a ex-funcionária estava ciente das políticas internas e regulamentos de trabalho desde o início de sua trajetória na empresa. Conforme a versão da companhia, Lorrayne assinou documentos que formalizavam seu acordo com os termos e condições corporativas, incluindo diretrizes sobre licenças e conduta profissional, com atualizações periódicas. A empresa alega possuir comprovação de que a profissional renovou sua adesão a essas políticas poucos dias antes de dar à luz.
Quanto à alegação de ter sido forçada a trabalhar durante o período de licença-maternidade, a Beast Industries apresentou registros que, segundo ela, indicam o oposto. A companhia citou uma conversa onde Lorrayne teria se oferecido voluntariamente para participar de uma viagem profissional ao Brasil, com o objetivo de gravar conteúdo envolvendo o jogador Neymar Jr. A assessoria da empresa enfatizou que não houve qualquer tipo de imposição e que a participação foi uma iniciativa exclusiva da ex-funcionária.
Em relação ao episódio relatado no processo, que envolveria uma convocação para reunião durante o trabalho de parto, a versão da empresa é que o convite partiu de um colega que desconhecia a situação. A representante da Beast Industries afirmou que, ao ser informado sobre o ocorrido, o colaborador imediatamente se desculpou e cessou qualquer tentativa de contato.
A companhia também contestou a acusação de rebaixamento profissional. De acordo com a assessoria, houve uma realocação de função, mas a remuneração de Lorrayne foi mantida em um patamar superior ao padrão para o novo cargo, o que, na perspectiva da empresa, não configuraria prejuízo.
A Beast Industries reiterou que o desligamento da brasileira ocorreu em um contexto de reestruturação sob nova gestão. A empresa informou que diversos postos de trabalho foram extintos nesse processo, afetando colaboradores de diferentes setores, incluindo homens, e que a decisão não teve qualquer relação com a maternidade ou com eventuais queixas anteriores.
A representante acrescentou que os atuais gestores não possuíam contato direto com Lorrayne, o que, na visão da empresa, descaracteriza a hipótese de retaliação individual. Sobre as denúncias de assédio, a companhia declarou que não recebeu nenhuma comunicação formal a respeito durante o período em que a profissional esteve empregada.
O caso segue em análise na esfera judicial norte-americana, onde as partes apresentarão seus argumentos e provas para deliberação.
Entenda o caso
Lorrayne Mavromatis ingressou com uma ação legal nos Estados Unidos, alegando ter sido vítima de assédio sexual, discriminação de gênero e retaliação após manifestar preocupações internas. Segundo o processo, ela também teria sofrido perseguições durante sua licença-maternidade e sido demitida logo após seu retorno ao trabalho.
A petição descreve um ambiente de trabalho considerado adverso, com comportamentos inadequados de parte de executivos e disparidades no tratamento entre homens e mulheres.
Nota da Beast Industries na íntegra:
“Esta reclamação ‘caça-fama’ foi construída sobre interpretações deliberadamente equivocadas e relatos categoricamente falsos, e possuímos os documentos para provar isso. Temos evidências extensas – incluindo mensagens no WhatsApp e Slack, documentos da empresa e testemunhos – que refutam inequivocamente as acusações dela. Não nos curvaremos a advogados oportunistas que buscam obter um salário em cima de nós.”