A partir de 2026, aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem esperar um acréscimo em seus vencimentos de fim de ano. Um reajuste oficializado pelo governo federal, atrelado à nova política de valorização do salário mínimo, promete um valor para o 13º salário que supera as projeções iniciais para uma parcela significativa de beneficiários.
Com a publicação da Portaria Interministerial MPS/MF Nº 13, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva confirmou um aumento de 3,90% para os benefícios que ultrapassam o piso nacional. Essa correção eleva o teto previdenciário para R$ 8.475,55, um patamar que, segundo o governo, representa um ganho real e um alívio financeiro para milhares de brasileiros que dependem do INSS.
O impacto direto desse reajuste se estende ao abono natalino, o 13º salário. A atualização garante que essa gratificação, paga anualmente, acompanhe a evolução da economia, assegurando que o poder de compra dos segurados seja preservado.
Como o Reajuste Afeta o 13º Salário
O funcionamento do 13º salário do INSS é diretamente atrelado aos valores mensais dos benefícios. Qualquer ajuste aplicado à remuneração mensal dos segurados reflete na base de cálculo do abono natalino.
Para quem recebe o salário mínimo, o valor integral do 13º salário corresponderá ao novo piso nacional, que será de R$ 1.621,00. Para os demais beneficiários, o aumento de 3,90% incide sobre o valor do benefício. Por exemplo, um aposentado que recebia o teto em 2025 terá seu 13º salário calculado com base nos novos R$ 8.475,55.
Exemplo Prático: Um segurado com benefício de R$ 5.000,00 em 2025, com o reajuste de 3,90%, passará a receber R$ 5.195,00 mensalmente em 2026. Consequentemente, o valor total do seu 13º salário, caso tenha direito ao abono integral, também será de R$ 5.195,00, um aumento direto de R$ 195,00 no abono.
Quem Tem Direito ao Abono em 2026
A gratificação natalina é destinada aos beneficiários de diversas modalidades de auxílios e aposentadorias, incluindo aposentadorias em geral, pensão por morte, auxílio-doença (agora Auxílio por Incapacidade Temporária), auxílio-reclusão e salário-maternidade.
É importante ressaltar que o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a Renda Mensal Vitalícia (RMV) não contemplam o direito ao 13º salário, por serem considerados benefícios assistenciais e não previdenciários.
Antecipação do 13º Salário em 2026
Embora o governo federal tenha adotado a prática de antecipar o pagamento do 13º salário em anos anteriores, visando estimular a economia, não há, até o momento, confirmação oficial sobre a antecipação para 2026. Para que ocorra, um decreto presidencial específico é necessário.
Na ausência de antecipação, o pagamento seguirá o cronograma tradicional: a primeira parcela, correspondente a 50% do valor e sem descontos, geralmente ocorre entre agosto e setembro. A segunda parcela, com os descontos de Imposto de Renda (se aplicável), é paga entre novembro e dezembro.
Como Consultar os Valores Reajustados
A partir de 2 de fevereiro, os segurados que recebem acima do piso nacional já poderão verificar seus benefícios com o valor corrigido. A consulta pode ser feita de forma simples:
- Acesse o aplicativo ou site Meu INSS, utilizando sua conta gov.br.
- Opte pela seção “Extrato de Pagamento”.
- Verifique o valor bruto do benefício para confirmar a aplicação do reajuste.
- Para atendimento telefônico, a Central 135 está disponível de segunda a sábado.
A recomendação é que os beneficiários planejem seus orçamentos com base nos valores mensais já reajustados, aguardando comunicados oficiais sobre o calendário do 13º salário. A manutenção do poder de compra é o objetivo principal deste ajuste, mas a prudência no planejamento financeiro é essencial.