Um leilão judicial no Rio de Janeiro quase colocou à venda bens de alto valor pertencentes ao senador e ex-jogador Romário, que completou 60 anos em agosto. A iniciativa, ocorrida em outubro de 2025, visava saldar uma dívida judicial que se arrasta há décadas, resultado de um processo de execução contra o ídolo do futebol brasileiro.
A lista de bens que poderiam ir a leilão incluía uma mansão luxuosa, uma lancha e três veículos de alta gama. Essa ação judicial é mais um capítulo na longa trajetória de disputas e processos envolvendo o ex-atleta, que transitou dos gramados para a política.
Mansão com Comodidades de Luxo
O imóvel de maior valor era uma residência de 896 m² de área construída, situada em um terreno de 1.500 m² na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, com vista para a Lagoa da Tijuca. Avaliada em R$ 9 milhões na primeira chamada do leilão, a propriedade conta com piscina e campo de futebol, características de imóveis de alto padrão. Caso não houvesse compradores na primeira etapa, o valor seria reduzido pela metade para uma segunda chamada.
Lancha e Carros de Luxo na Lista de Bens
Além da mansão, a lancha de 15,5 metros, batizada de “All Mare” e avaliada em R$ 1,1 milhão, também estava incluída. A embarcação, construída em fibra de vidro, encontra-se ancorada na Marina da Glória. Três carros de luxo completavam o lote:
- Porsche Macan Turbo 2015, estimado em cerca de R$ 267,8 mil.
- Audi RS6 Avant 4.0 TFSI 2015, com valor aproximado de R$ 391,5 mil.
- Peugeot 2008 Allure 2017, avaliado em cerca de R$ 53 mil.
Esses veículos, embora registrados em nome de familiares, foram atribuídos pela Justiça ao senador no contexto do processo.
Origem da Dívida e Disputa Judicial Prolongada
A origem da dívida remonta a 2001, com o encerramento das atividades da boate Café do Gol, da qual Romário era sócio. Uma empresa prestadora de serviços entrou com uma ação por quebra de contrato, desencadeando um longo processo judicial. A cobrança mais recente apresentada pelos credores indicava uma dívida total de aproximadamente R$ 24,3 milhões, valor consideravelmente superior ao montante dos bens inicialmente ofertados no leilão.
Recursos da Defesa e Decisões Anteriores
A defesa do senador apresentou um recurso buscando reverter a decisão do leilão, argumentando que as cobranças ao longo dos anos foram desproporcionais e exorbitantes, além de apontar pendências processuais. Em um episódio anterior, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia suspendido um leilão similar, determinando uma análise mais aprofundada do mérito da causa antes de prosseguir com a execução patrimonial.