À medida que o Carnaval de 2026 se aproxima, a atenção dos foliões se volta também para a proteção de seus pertences e informações. Os números do ano anterior revelam a dimensão do problema: São Paulo registrou 3.678 ocorrências de furtos e roubos durante o período festivo, enquanto o Rio de Janeiro contabilizou 2.248 casos.
Para mitigar esses riscos, o especialista em proteção de dados e diretor de inovação da Grownt, Cristiano Vicente, compartilhou orientações valiosas sobre como empregar a tecnologia para salvaguardar celulares e dados pessoais. Ele enfatiza o uso de ferramentas que dificultam o acesso indevido a aplicativos bancários e informações sensíveis.
Dispositivos como smarttags e cadeados biométricos, aplicados em pochetes e outros itens, são apontados como aliados na localização de objetos perdidos em meio à aglomeração. A praticidade se estende a anéis de pagamento NFC e relógios inteligentes, que podem assumir o papel do smartphone em transações financeiras, leitura de mensagens e uso de cartões, reduzindo a exposição do aparelho principal.
“Com as facilidades de pagamento via PIX e por aproximação, cada momento de compra se torna uma oportunidade para criminosos agirem. Utilizar essas ferramentas alternativas não só traz mais segurança, como gera mais praticidade”, comentou Vicente.
Para garantir o funcionamento contínuo desses dispositivos durante a folia, o especialista recomenda o uso de carregadores portáteis compactos, com destaque para modelos com carregamento solar, ideais para eventos ao ar livre.
Aqueles que desejam registrar os momentos da festa sem expor o smartphone podem optar por smart glasses, óculos que integram tecnologias discretas, como câmeras. Para famílias ou grupos maiores, pulseiras de identificação com QR Code podem armazenar dados cruciais, como informações médicas e contatos de emergência, facilitando a localização e o suporte em situações adversas.
Os riscos, contudo, não se limitam aos blocos de rua. Participantes de desfiles de escolas de samba e festas privadas também estão sujeitos a armadilhas, como a aquisição de ingressos falsos. Golpes que envolvem a venda de ingressos em sites não oficiais ou por meio de perfis fraudulentos em redes sociais demandam atenção redobrada.
Cristiano Vicente aconselha:
- Priorizar os canais oficiais dos eventos para a compra de ingressos.
- Verificar cuidadosamente os links dos sites, atentando-se à grafia e ao domínio.
- Evitar pagamentos para contas de pessoas físicas ou com nomes divergentes do evento.
- Desconfiar de promoções excessivamente vantajosas, especialmente em revendas nas redes sociais.
- Não clicar em links de redirecionamento de plataformas não confiáveis.
“Carnaval é sinônimo de celebração e descontração, mas a atenção com dados e dispositivos precisa acompanhar a evolução dos hábitos digitais. Com informação e ferramentas adequadas, é possível curtir com mais tranquilidade e menos exposição a prejuízos”, concluiu o diretor de inovação.