O mistério em torno do falecimento da influenciadora Bárbara Jankavski Marquez, conhecida como a ‘Barbie Humana’, ganhou um novo e sombrio capítulo. Uma exumação recente, autorizada pela Justiça, aponta para a possibilidade de asfixia como causa da morte, contrariando a versão inicial de infarto acidental decorrente do uso de entorpecentes. O Ministério Público de São Paulo levantou a hipótese após a constatação de hematomas no pescoço da vítima, sugerindo um possível estrangulamento ou agressão física.
O procedimento de exumação ocorreu na última terça-feira (3), no Cemitério da Vila Formosa, e os restos mortais foram encaminhados para análises detalhadas no Instituto Médico Legal (IML) e na Polícia Técnico-Científica. Adicionalmente, a Promotoria solicitou radiografias da coluna cervical e a coleta de material genético sob as unhas de Bárbara, na tentativa de encontrar evidências de uma possível luta pela sobrevivência contra um agressor.
Investigação criminal é reaberta
Com os indícios que apontam para um crime doloso, a investigação foi remetida ao Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Embora ainda não haja suspeitos formalmente identificados, especialistas ressaltam a importância crucial dos novos exames, mesmo diante dos desafios impostos pelo estágio de decomposição, para determinar se a morte foi acidental ou um homicídio.
Novas perícias podem mudar o curso da investigação
A reavaliação das circunstâncias da morte pode alterar drasticamente o rumo do inquérito. Tanto o Ministério Público quanto a defesa da família da influenciadora defendem a tese de homicídio. Bárbara foi encontrada sem vida e seminua em uma residência pertencente ao defensor público Renato De Vitto, com manchas aparentes pelo corpo.
Em seu relato inicial, o proprietário do imóvel declarou ter contratado a influenciadora para um encontro e que ambos teriam consumido entorpecentes. Segundo ele, Bárbara teria adormecido e não mais despertado. Ele afirmou ter tentado reanimá-la e acionado o socorro médico, o que, na ocasião, levou a polícia a descartar a possibilidade de um crime.
No entanto, a Justiça identificou elementos que justificaram uma investigação mais aprofundada, resultando na transferência do caso para a Vara do Júri. As novas perícias visam identificar fraturas ósseas, marcas de estrangulamento ou vestígios de luta, além de coletar material genético que possa incriminar terceiros. O aparelho celular do defensor público foi apreendido para análise como parte das diligências. Bárbara Jankavski, conhecida como ‘Boneca Desumana’ e com forte presença nas redes sociais, agora aguarda os laudos técnicos para que se defina se seu falecimento foi uma fatalidade ou um ato criminoso.