O cenário das novelas da Globo tem gerado debates acalorados entre profissionais da área. A opinião predominante entre autores experientes aponta para uma necessidade premente de revisão na estrutura produtiva desses folhetins. A crítica não se limita à qualidade dos roteiros, mas abrange todo o processo de concepção e execução das obras.
Fontes do setor ressaltam que a simples recontratação de talentos renomados, como Aguinaldo Silva, não garante o sucesso se não houver um suporte completo para a materialização de seus projetos. A seleção de protagonistas, por exemplo, é um ponto sensível. A preferência por nomes com base em popularidade nas redes sociais ou por questões de representatividade forçada, em detrimento do mérito e talento comprovado, tem sido alvo de questionamentos.
A exigência do público atual, considerado mais crítico e atento, demanda um aprofundamento nas discussões e na execução das tramas. Erros de continuidade e situações constrangedoras que comprometem a narrativa precisam ser evitados. Há um clamor para que os autores acompanhem mais de perto as edições de suas obras, exercendo seu direito de opinar e garantir que as alterações não prejudiquem o resultado final, evitando casos em que profissionais se distanciam publicamente do conteúdo exibido.
A expertise da emissora em coletar e analisar dados sobre o comportamento da audiência, uma prática que já foi um diferencial, é vista como um elemento crucial a ser resgatado. O ideal, segundo a visão compartilhada, é que as novelas ofereçam uma variedade de elementos, espelhando a complexidade da vida, e que consigam engajar o público na torcida e no acompanhamento dos personagens do início ao fim.
A percepção geral é de que os tempos de ouro das novelas brasileiras já passaram. Diversos fatores contribuíram para essa mudança, mas os padrões de qualidade de outrora são reconhecidamente superiores aos atuais.
Sinais de alerta para problemas em produções recentes foram emitidos com antecedência. No caso de “Coração Acelerado”, por exemplo, houve questionamentos sobre a credibilidade da parte musical e a falta de convicção dos atores em seus papéis de músicos. Falhas na estratégia de lançamento também foram apontadas, demonstrando que os avisos não foram suficientes para reverter um resultado considerado insatisfatório.
A concorrência tem apresentado alternativas que validam a busca por novos formatos e qualidade. Ao mudar para plataformas como a HBO, o telespectador encontra produções como “Dona Beja”, que demonstram um alto padrão de qualidade e narrativa, comparável ao que se esperava das produções nacionais no passado. Essa comparação, já iniciada com “Beleza Fatal”, reforça a necessidade de aprimoramento.
No âmbito do jornalismo televisivo, o programa “Jogo Aberto”, da Band, comandado por Renata Fan, celebra 19 anos de sucesso. A longevidade e a aceitação do público são testemunhos de sua relevância e merecem reconhecimento.
A falta de reconhecimento e a insegurança que levam à retenção de talentos são práticas que prejudicam a qualidade da programação televisiva atual. A valorização profissional é fundamental para a entrega de produtos de excelência.
No cenário esportivo, a ESPN sofreu um revés com a perda dos direitos de transmissão de Náutico e São Bernardo para a Série B do Campeonato Brasileiro, devido a um acordo entre a CBF e a Globo.
A Band se prepara para as transmissões do desfile da Série Ouro, com JP Vergueiro já imerso nos preparativos no Rio de Janeiro, em sua terceira participação no evento.
A Record TV fortalece seu jornalismo com o retorno de André Azeredo, que deve reestrear após o Carnaval, com possíveis ajustes na apresentação de telejornais e programas.
Fabiana Oliveira, reconhecida por sua competência, será fixa no “Balanço Geral Manhã” de São Paulo, consolidando sua credibilidade e elegância na emissora.
Maitê Proença está em negociação com a Record para apresentar um quadro no “Domingo Espetacular”, marcando uma nova fase para o programa.
Marcio Atalla, especialista em saúde e bem-estar, e a influenciadora Cíntia Chagas foram confirmados na nova fase do “Domingo Espetacular”.
O SBT atravessa um período de instabilidade e incertezas em 2026, demandando ações urgentes para garantir a segurança e o futuro da emissora. A definição da nova grade de programação, atualmente sob análise de Daniela Beyruti, é um passo crucial para reverter o cenário.
A série “Emergência Radioativa”, inspirada no acidente com o Césio-137 em Goiânia, com a participação de Ana Costa, estreia na Netflix em 18 de março.
A BandNews FM garantirá a cobertura completa da Fórmula 1 durante todo o campeonato, com a participação de Reginaldo Leme em algumas corridas, ao lado da equipe já estabelecida.
Bate-Rebate:
Contratos televisivos frequentemente beneficiam mais as próprias emissoras do que os profissionais, com práticas que incluem salários baixos, multas irrisórias e a incerteza sobre renovações contratuais.
As gravações da série “ET”, com Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch, para o Multishow e Globo, estão em andamento, com participação especial de Kizi Vaz em um dos episódios.
Rodrigo Andrade integra o elenco de “Amor em Ruínas”, da Seriella, ao lado de Murilo Cezar, Letícia Laranja, Sérgio Marone e Sidney Sampaio.
Luciana Gimenez avalia propostas do SBT e da Band, com ofertas distintas.