A modelo e empresária de renome internacional, Izabel Goulart, veio a público, por meio de seu representante legal, Daniel Leon Bialski, para negar veementemente qualquer tipo de conexão com o financista Jeffrey Epstein. A manifestação ocorre após o nome da modelo ter sido mencionado de forma indireta em documentos recentemente divulgados nos Estados Unidos, relacionados ao caso do falecido Epstein, condenado por crimes sexuais.
Em comunicado oficial, a defesa de Goulart assegurou que a modelo jamais esteve hospedada em propriedades de Epstein nem manteve qualquer tipo de relacionamento com ele. O texto enfatiza que Izabel Goulart desconhece por completo os fatos contidos em e-mails de terceiros que circularam e que, segundo a nota, têm sido mal interpretados nas redes sociais.
A nota esclarece ainda que, em 2005, quando se mudou para Nova York para desenvolver sua carreira, Izabel Goulart dividiu um apartamento com outras modelos. O imóvel foi cedido pela agência que a representava na época, uma prática considerada comum em contratos internacionais para profissionais maiores de idade. A defesa ressalta que essa situação não possui qualquer ligação com Jeffrey Epstein ou com endereços a ele associados.
Izabel Goulart também manifestou repúdio a quaisquer tentativas de associar sua imagem ao nome do financista. O comunicado destaca que, ao longo de mais de duas décadas de carreira internacional, a modelo sempre pautou sua atuação no mercado da moda e nos negócios por elevados padrões de profissionalismo e ética.
O advogado de Goulart alertou que eventuais ataques à honra da modelo não serão tolerados. O comunicado informa que indivíduos que disseminarem ofensas, injúrias ou informações que atentem contra a dignidade, o nome e a reputação de Izabel Goulart poderão ser judicialmente responsabilizados.
É importante notar que a investigação em torno do caso Epstein abrange um volume massivo de registros. O Departamento de Justiça dos EUA já liberou aproximadamente 3,5 milhões de páginas e identificou cerca de 6 milhões de páginas adicionais de evidências. Essa vasta quantidade de material pode explicar como nomes surgem em comunicações de terceiros, sem que isso, por si só, configure vínculo ou responsabilidade.
O caso Epstein, que envolve um esquema de tráfico sexual de menores, veio à tona a partir de investigações nos Estados Unidos. O bilionário, conhecido por suas conexões políticas e empresariais, foi acusado de abuso sexual de adolescentes e de aliciamento para outros homens, utilizando sua influência e propriedades em diversas localidades. Epstein foi preso novamente em 2019, após um acordo judicial controverso em 2008, e faleceu na prisão em agosto do mesmo ano. Desde então, a divulgação de documentos tem gerado repercussão global ao mencionar diversas personalidades públicas.