O Carnaval do Rio de Janeiro promete inovações e homenagens marcantes na Marquês de Sapucaí em 2026. Escolas de samba buscam surpreender o público e os jurados com elementos visuais e referências históricas que vão além do enredo principal.
A Viradouro, terceira a desfilar na segunda-feira, prestará tributo a Ciça, mestre de bateria da agremiação. No entanto, a escola também trará à avenida uma figura icônica do carnaval carioca: o puxador Dominguinhos do Estácio. Falecido em 2021, ele será representado por uma escultura monumental, sentada no emblemático “Trenzinho do Caipira”, uma clara alusão ao desfile campeão da Estácio de Sá em 1992, onde Dominguinhos foi o intérprete principal.
A Portela, tradicionalmente associada à imagem de sua águia, eleva o simbolismo ao apresentar duas representações de seu mascote. Uma abrirá o desfile, e outra aparecerá na parte final, reforçando a presença imponente da ave.
Na Mangueira, a ousadia sonora virá com a participação dos tambores de Marabaixo, instrumento percussivo típico do Amapá, que se alinham ao enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju — O Guardião da Amazônia Negra”.
A Acadêmicos de Niterói, responsável por abrir os desfiles de domingo com um enredo sobre o presidente Lula, terá um setor dedicado a denunciar a tortura, com a presença de personagens que remetem ao filme “Ainda estou aqui”, representando a família de Rubens Paiva.
A Imperatriz Leopoldinense pretende causar impacto logo no início de sua apresentação. A escola aposta em um abre-alas repleto de luzes multicoloridas, com especulações de que o Sambódromo possa ter momentos de escuridão durante sua passagem. A comissão de frente explorará a capacidade de transformação do camaleão, inspirada no enredo “Camaleônico”, em homenagem a Ney Matogrosso, e fará referências aos Dzi Croquettes, grupo teatral dos anos 1970.
O Salgueiro também investirá em um abre-alas grandioso para impressionar os espectadores. Com 70 metros de comprimento, ocupando todo o Setor 1, a alegoria fará um passeio pelos carnavais de diferentes escolas por onde Rosa Magalhães, homenageada no enredo, passou.
A Viradouro também relembrará Luma de Oliveira, ex-rainha de bateria. Uma ala com 60 componentes femininas recriará uma cena marcante de sua despedida do posto em 2001, quando se ajoelhou em frente à bateria sob o comando de Ciça, momento que cativou o público.
Outro momento histórico da Viradouro será revivido: Ciça subirá em uma alegoria junto aos ritmistas, replicando sua participação em 2007, durante o desfile com o enredo “A Viradouro Vira o Jogo”.