A atualização dos benefícios previdenciários para o ano de 2026 impactará diretamente o valor do 13º salário pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Com os novos montantes definidos, a expectativa sobre a data de liberação do abono anual cresce entre os segurados. Embora o cronograma oficial ainda não tenha sido divulgado, especula-se sobre a possibilidade de uma antecipação, seguindo um movimento que se tornou comum nos últimos anos, ou o retorno ao calendário tradicional.
O reajuste estabelece o novo piso previdenciário em R$ 1.621, um aumento de 6,79% em relação ao valor anterior. Essa mudança afeta diretamente cerca de 21,9 milhões de beneficiários, que representam 62,5% dos mais de 35 milhões de pagamentos realizados pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS). O impacto financeiro estimado para os cofres públicos com essa elevação do piso é de aproximadamente R$ 30,7 bilhões em 2026.
Para os benefícios que superam o salário mínimo, o reajuste foi de 3,90%, elevando o teto previdenciário para R$ 8.475,55. Assim, o 13º salário do INSS em 2026 terá como limites inferiores e superiores, respectivamente, R$ 1.621 e R$ 8.475,55.
O valor do abono anual é equivalente à remuneração mensal do segurado e é calculado de forma proporcional ao tempo em que o benefício foi recebido ao longo do ano. Aqueles que tiveram o benefício ativo durante os 12 meses do ano terão direito ao valor integral. Já os que começaram a receber o benefício no decorrer de 2025, terão o abono proporcional aos meses de recebimento.
O pagamento do 13º salário é realizado em duas parcelas. A primeira corresponde a 50% do valor total, sem a incidência de Imposto de Renda. A segunda parcela, com os 50% restantes, pode sofrer descontos de Imposto de Renda para os segurados que se enquadram na faixa de tributação. Por exemplo, um segurado que recebe o valor mínimo de R$ 1.621 não terá descontos na segunda parcela, enquanto um beneficiário do teto de R$ 8.475,55 poderá ter.
A antecipação do 13º salário do INSS tem sido uma estratégia adotada pelo governo federal desde 2020, com o objetivo de estimular o consumo, impulsionar o comércio e reforçar o poder de compra da população, além de ajudar a mitigar os efeitos da inflação. Essa medida injeta recursos na economia antes do período tradicional de pagamentos, movimentando diversos setores.
Considerando os anos anteriores, a antecipação do pagamento é uma possibilidade forte para 2026. Nesse cenário, a primeira parcela poderia ser liberada entre abril e maio, e a segunda entre maio e junho. Contudo, caso o governo retome o calendário tradicional, a primeira parcela seria paga entre agosto e setembro, e a segunda, entre novembro e dezembro.
Têm direito ao 13º salário os segurados que recebem aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente e auxílio-reclusão. É importante ressaltar que beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) não recebem o abono anual, pois este é um benefício de caráter assistencial.