Em um cenário onde gigantes europeus foram surpreendidos, o norueguês Bodo/Glimt, após uma campanha memorável na Champions League, encontrou um ‘primo’ futebolístico do outro lado do Atlântico: o brasileiro Mirassol. A troca de interações entre os clubes nas últimas semanas selou uma parceria que, à primeira vista, poderia parecer improvável.
O clube norueguês ganhou notoriedade ao eliminar a Inter de Milão por 2 a 1 (5 a 2 no agregado) na atual temporada da Champions League, avançando às oitavas de final. Essa façanha se soma a vitórias anteriores contra equipes de peso como Atlético de Madrid e Manchester City na fase de grupos, demonstrando a força do time.
A história dessa conexão começou a ser escrita em 2024, quando o Mirassol conquistou o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro pela primeira vez em sua história, como vice-campeão da Série B. A estreia na elite do futebol nacional foi coroada com uma impressionante quarta colocação, garantindo uma vaga direta na Copa Libertadores da América.
Com a Libertadores batendo à porta, marcada para iniciar em 8 de abril, o Mirassol encontra no Bodo/Glimt uma fonte de inspiração. A equipe do interior paulista se prepara para sua estreia em competições internacionais, e a trajetória do clube norueguês, que provou que o impossível pode se tornar realidade no futebol, serve como um farol.
O atacante do Bodo/Glimt, Jens Petter Hauge, autor de um dos gols contra a Inter, enviou uma mensagem de apoio ao clube brasileiro: “Boa sorte. Desejo o melhor para eles, que mostraram que qualquer coisa é possível no futebol. É por isso que amamos esse esporte”, declarou à TNT Sports.
O capitão do Mirassol, o lateral Reinaldo, retribuiu o gesto de forma calorosa: “Passando aqui para desejar uma grande sorte para vocês nesse jogo contra a Inter de Milão. Vamos para cima, estou na torcida, vamos para cima, vamos para a vitória”. O técnico Rafael Guanaes também se pronunciou em inglês: “Estou aqui para desejar uma boa sorte para o jogo. Espero que tenham um grande jogo, que desfrutem, e saiam vitoriosos”.
Embora incomum, o futebol brasileiro já presenciou outras conexões internacionais. Um exemplo marcante é a amizade entre Fluminense e Paris Saint-Germain, iniciada por meio de um torcedor tricolor que, em Paris, desenvolveu laços com torcedores do PSG. Essa relação se fortaleceu com visitas recíprocas e manifestações de apoio mútuo, como faixas e homenagens antes de decisões importantes.
Outra parceria notável foi entre Cruzeiro e Mônaco. Em 2015, os clubes firmaram uma aliança com foco em marketing e intercâmbio de marca, chegando a trocar temporariamente suas identidades em plataformas digitais. Essas iniciativas demonstram que o futebol, para além das quatro linhas, é capaz de criar pontes e inspirar através de histórias únicas.