Três décadas após o trágico acidente que interrompeu abruptamente a trajetória meteórica dos Mamonas Assassinas, a TV Globo lança o documentário “Mamonas – Eu Te Ai Love Iú”. A produção, que estreia na próxima segunda-feira (2) logo após a exibição do reality show Big Brother Brasil 26, promete revisitar a história vibrante e inesquecível do quinteto de Guarulhos. Através de um acervo de imagens raras e depoimentos emocionados de familiares e figuras públicas que conviveram com a banda, a obra busca reconstruir o percurso de sucesso e o impacto duradouro do grupo.
Antes da exibição para o grande público, os participantes confinados no BBB 26 terão a oportunidade de assistir ao documentário em primeira mão, como parte da programação especial do ‘Cine BBB’, horas antes da sua transmissão oficial na TV aberta.
O documentário conta com a participação de personalidades como Serginho Groisman, Cláudio Manoel e Tom Cavalcante, cada um compartilhando suas memórias e conexões com os Mamonas. Longe de se concentrar apenas na perda, a obra mergulha na ascensão vertiginosa de uma banda que, em 1995, se consolidou como o maior fenômeno da música brasileira, conquistando um espaço único e permanente na história da indústria fonográfica nacional.
O único álbum de estúdio lançado pelos Mamonas Assassinas alcançou a marca expressiva de mais de 3 milhões de cópias vendidas, um feito notável no mercado musical brasileiro. A força do grupo também se refletiu na televisão, onde se tornou objeto de desejo entre as emissoras. Programas como o ‘Domingão do Faustão’ utilizaram a popularidade dos Mamonas para impulsionar sua audiência. Registros indicam que Boni, uma figura proeminente da Globo à época, chegou a propor um contrato de exclusividade de três anos ao grupo, visando evitar sua presença em canais concorrentes, como o SBT.
“Mamonas – Eu Te Ai Love Iú” é uma realização do Núcleo de Documentários dos Estúdios Globo. A direção é assinada por Fellipe Awi, com roteiro de Renato Terra e Gabriel Tibaldo. Anelise Franco assume a produção, enquanto Fernanda Neves cuida da produção executiva. A direção artística fica a cargo de Monica Almeida, e o Núcleo de Documentários é liderado por Pedro Bial.
A chegada deste documentário coincide com um momento em que a memória dos Mamonas Assassinas permanece incrivelmente viva, capaz de mobilizar tanto aqueles que vivenciaram a explosão do grupo nos anos 90 quanto novas gerações de admiradores. Ao recontar essa história, a produção reafirma a ideia de que o legado dos Mamonas nunca foi, de fato, encerrado.