Em uma participação no programa “Melhor da Tarde” nesta sexta-feira (28), o jornalista Leo Dias compartilhou momentos de profunda comoção ao relembrar a falecida mãe, Virginia Dias. O comunicador não conteve as lágrimas ao confessar o arrependimento por seu comportamento antes da perda, descrevendo-se como “idiota” por ter negligenciado ligações que, em retrospecto, eram apenas demonstrações de afeto.
A conversa sobre o tema foi desencadeada quando, durante o segundo bloco da atração, a apresentadora Chris Flores abordou as dores comuns relacionadas à maternidade, citando o caso da mãe de Mel Maia. Flores compartilhou uma reflexão pessoal, dizendo: “A Cris falou para mim assim, eu prefiro levar um soco do meu filho que ele pare de falar comigo”.
A declaração de Flores, que enfatizou que “não tem dor maior na vida de uma mãe do que um filho abandonar essa mãe”, intensificou a emoção de Leo Dias, que já se encontrava visivelmente abalado. O jornalista explicou que, em vida, sua mãe, Virginia, costumava ligar e ele, muitas vezes, atendia de forma apressada.
Ao revisitar essas lembranças, Leo Dias revelou o verdadeiro motivo por trás das ligações maternas: “Ela falava: ‘não, eu só te liguei para dizer que eu te amo’”. Essa recordação, segundo ele, ganhou uma força ainda maior após o falecimento de Virginia, ocorrido em agosto de 2024.
O apresentador expressou a saudade desses gestos singelos, relatando: “Eu lembro que meu telefone não toca mais, ninguém mais me liga para dizer que me ama, só para falar isso”. Ele admitiu seu equívoco e refletiu sobre suas ações passadas: “E aí, hoje eu falo, cara, como eu fui idiota. Como eu fui idiota em não perceber certas coisas”, desabafou.
Chris Flores ofereceu conforto ao colega durante seu relato, ponderando que as mães, em sua sabedoria, compreendem a correria e as pressões da vida dos filhos, incluindo momentos de irritação ou impaciência. Ela assegurou que o amor materno permanece inabalável, mesmo diante de tensões.
“A gente entende quando o filho está nervoso, a gente entende quando o filho está ocupado, quando ele está bravo, até quando ele briga com a gente”, disse Flores, ressaltando que o desejo de Virginia era, fundamentalmente, manter o contato e ouvir a voz do filho.