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De São Gonçalo ao estrelato: a jornada de Gabriela Loran marcada por superação e identidade

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Aos 32 anos, Gabriela Loran, que interpreta Viviane na novela “Três Graças”, consolida um sonho que acalenta desde a infância: ser protagonista de grandes produções. Sua atuação na trama das nove tem sido amplamente elogiada, roubando a cena e solidificando sua presença na televisão brasileira. A trajetória da atriz, no entanto, é marcada por desafios significativos, desde uma infância em um bairro humilde de São Gonçalo, passando por experiências de bullying e a complexa relação familiar até sua transição de gênero.

Gabriela descreve sua infância como um período de muita arte e esperança, impulsionado por uma imaginação fértil que a ajudou a superar adversidades. “Sempre fui uma criança muito artística e esperançosa. Tinha uma imaginação muito fértil. E foi essa imaginação que me salvou de muita coisa. Pratico muito a lei da atração: quando eu boto na minha cabeça uma coisa, eu já moldo exatamente como vai acontecer”, revelou em uma ocasião.

Filha de um motorista de ônibus e de uma ex-funcionária de supermercado, a atriz enfrentou o preconceito ainda na escola e, por vezes, em casa. O banheiro se tornou seu refúgio em momentos de fragilidade. “O banheiro foi a minha válvula de escape muitas vezes. Era lá que eu chorava, ajoelhava e falava: ‘Deus, por que você me fez diferente?’”, compartilhou em entrevista ao podcast QueenCast. Em contrapartida, era ali que encontrava um palco para sua veia artística, transformando-o em um espaço de expressão e alívio, assim como nas visitas à casa da tia, onde podia brincar livremente.

A relação com o pai, que lutava contra o alcoolismo, foi descrita como uma fonte de aprendizado e, paradoxalmente, de compreensão. “Minha tia via que eu era diferente e não me julgava. Já meu pai tinha problemas com álcool, se transformava quando bebia. Ele sempre foi um pai maravilhoso, mas quando bebia, era quase como uma questão espiritual, e por isso eu nunca tive ódio dele, porque eu sabia que não era ele ali”, explicou a atriz, que possui duas irmãs.

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Atualmente, a relação com o pai é de grande proximidade e respeito. “Ele foi o primeiro a me chamar de filha, a me respeitar depois da minha transição. Ele me liga quase todos os dias para perguntar se eu estou bem, se estou precisando de alguma coisa”, disse Gabriela com orgulho em seu canal no YouTube.

A mãe, Maria das Dores, inicialmente demonstrou receio em relação à transição da filha, movida por preocupação e proteção. A atriz narra que o processo de aceitação foi gradual, com ela ensinando seus pais aos poucos. “A primeira vez que meus pais viram que eu sou uma mulher trans foi na minha formatura. Fui ensinando a eles na medida do possível. Minha mãe se inspirou em mim na faculdade e se formou em Direito, com mais de 50 anos. É muito bonito saber que eu construí essa história com meus pais. Eu tive muita paciência, mas eles me ajudaram a me construir como mulher. Quando erravam meu pronome, me chamando de ‘ele’, eu ia corrigindo. Assim, fui modificando os dois: com carinho e atenção”, relatou ao canal.

Gabriela iniciou sua transição de gênero aos 23 anos, em 2016, após sair de casa aos 19 para perseguir o sonho de ser atriz. Estudou Artes Cênicas na CAL, onde ingressou através do Fies, e para se manter, trabalhou como garçonete. Foi nesse período que vivenciou situações de humilhação, como ser expulsa do banheiro feminino em um shopping. “Já fui humilhada muitas vezes, mas eu pego essa humilhação e a transformo em mais forças para vencer”, afirmou.

A cirurgia de redesignação sexual, realizada na Tailândia, foi um marco em sua vida, exigindo uma mobilização financeira para arrecadar os R$ 117 mil necessários. A inspiração para buscar essa possibilidade veio ainda na infância, ao ver Roberta Close na televisão. “Foi a primeira vez que vi que eu poderia crescer e virar mulher. (…) Eu já tinha certeza de que faria [a cirurgia], mas não tinha dinheiro. Precisei juntar o valor, preparar meu corpo e minha mente”, contou no podcast.

A carreira artística de Gabriela começou a ganhar força em 2018, após um período de muitas dificuldades, incluindo a venda de roupas usadas e a prestação de serviços de trança na praia para se sustentar. A oportunidade surgiu com um teste para “Malhação”, seguido por participações em “Cara e Coragem” e “Renascer”. Além da atuação, ela se destacou na publicidade online, o que permitiu construir uma casa para a família e adquirir um carro adaptado para o pai, que possui limitações físicas decorrentes de um acidente de carro.

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Olhando para trás, Gabriela expressa gratidão por sua trajetória. “Não tenho problema nenhum com o meu passado. Sou muito grata ao Gabriel, por tudo o que ele viveu. Porque ele cedeu espaço para que a Gabriela florescesse”. Com o sucesso atual, a atriz já mira um novo horizonte, declarando em entrevistas: “Quero ganhar um Oscar”.

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Ana Paula Renault comparece a missa de 7º dia do pai em Belo Horizonte, visivelmente emocionada

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A ex-participante de reality show Ana Paula Renault esteve presente na missa de sétimo dia de seu pai, Gerardo Renault, realizada neste sábado (25/4), em Belo Horizonte. A cerimônia ocorreu na Basílica Nossa Senhora de Lourdes. Visivelmente abalada pela perda recente, Renault chegou de forma discreta à igreja, após o início da celebração, e optou por não conceder entrevistas, mantendo um momento de intimidade ao lado de familiares e amigos.

Registros fotográficos e em vídeo do evento, divulgados pelo jornal O Tempo, mostram a postura reservada da jornalista durante a homenagem. A decisão de evitar a exposição pública ressaltou o caráter pessoal e de despedida que a cerimônia representou para a família.

Gerardo Renault faleceu no último domingo (19/4), aos 96 anos, na capital mineira. A notícia de sua morte chegou à Ana Paula enquanto ela ainda estava confinada em um reality show, onde decidiu permanecer até a final. O velório foi realizado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais na segunda-feira (20/4), com a presença de autoridades e pessoas próximas.

O pai da ex-participante estava internado no Hospital Felício Rocho desde o início do mês, mas a causa de seu falecimento não foi revelada. Antes de sua morte, Gerardo Renault gravou um vídeo emocionante para a filha, expressando carinho, apoio e saudade, o que ganhou grande repercussão nas redes sociais, tornando-se uma lembrança ainda mais significativa após a vitória de Ana Paula no programa.

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Justiça do Piauí reverte decisão e autoriza show de Alok após embargo por alto custo

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Apesar de uma decisão judicial anterior que havia suspendido o espetáculo devido ao vultoso investimento financeiro, o Tribunal de Justiça do Piauí, em pronunciamento neste sábado (25/4), liberou a realização do show gratuito do renomado DJ Alok em Teresina. A apresentação, que integra a “Aurea Tour”, conta com patrocínio da Secretaria de Turismo do Estado (Setur), que destinou R$ 1,8 milhão para o evento.

O evento, que tem como apresentação principal o DJ Alok, é parte da “Aurea Tour”, projeto que conta com o apoio do Banco do Brasil, além de outras empresas privadas e do próprio Governo do Estado. A decisão judicial reverteu o embargo inicial, que se baseava no elevado custo do espetáculo.

A liberação veio após a empresa organizadora, Kalor Produções, apresentar um recurso. Em nota oficial, a produtora esclareceu que o Estado do Piauí figura apenas como patrocinador, sem qualquer ingerência na organização do evento, e que este possui natureza privada. Com isso, a liminar que determinava a paralisação foi suspensa, permitindo a continuidade dos preparativos.

Alok encontra-se em Teresina desde a última quarta-feira (22/4). Uma infraestrutura grandiosa foi montada na Arena Carhoo, na Zona Sudeste da capital, para a apresentação. O palco principal se destaca por uma estrutura em formato de pirâmide com aproximadamente 30 metros de altura, o equivalente a um prédio de dez andares.

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A Kalor Produções reiterou seu compromisso com a legalidade e a transparência, assegurando que toda a montagem foi realizada dentro dos parâmetros legais. A empresa destacou ainda que o evento, mantido para este sábado, tem potencial para atrair milhares de pessoas, impulsionando a economia local, gerando empregos e fomentando o turismo no Piauí.

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Justiça do Piauí reverte proibição e autoriza show de Alok em Teresina após polêmica de patrocínio

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O aguardado show gratuito do DJ Alok em Teresina, capital do Piauí, foi liberado pela Justiça do Estado neste sábado (25/4). A apresentação, que integra a Aurea Tour e conta com patrocínio da Secretaria de Turismo do Estado (Setur) no valor de R$ 1,8 milhão, havia sido embargada inicialmente devido ao vultoso investimento.

O evento, patrocinado também pelo Banco do Brasil e outras empresas privadas, tem como objetivo impulsionar o turismo e a economia local. Alok já se encontra em Teresina desde a última quarta-feira (22/4) para a realização da apresentação, que promete uma megaestrutura na Arena Carhoo, na Zona Sudeste da cidade. Um dos destaques é o palco em formato de pirâmide, com aproximadamente 30 metros de altura.

Em nota oficial, a empresa Kalor Produções, responsável pela organização, celebrou a decisão liminar do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí. A Justiça, ao reavaliar o caso, reconheceu a natureza privada do evento e o papel do Estado como mero patrocinador, sem ingerência direta na organização. Com isso, os efeitos da decisão anterior foram suspensos, permitindo a continuidade dos preparativos e a realização do espetáculo conforme planejado.

A Kalor Produções reiterou seu compromisso com a legalidade e a transparência, assegurando que toda a estrutura foi concebida dentro dos parâmetros legais e com responsabilidade. A empresa destacou ainda que o show, mantido para este sábado, reunirá milhares de pessoas, contribuindo significativamente para a economia da região, a geração de empregos e o fomento ao turismo estadual.

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Justiça do Piauí reverte proibição e autoriza show de Alok em Teresina após polêmica de patrocínio

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