O influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, de 27 anos, manifestou-se na madrugada desta terça-feira (24) após a condenação de Hytalo Santos e Israel Vicente (Euro). Ambos foram sentenciados pelos crimes de produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes, tipificados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Em seus stories no Instagram, Felca expressou satisfação com a decisão judicial contra o influenciador paraibano e agradeceu o apoio de seguidores e internautas que auxiliaram na visibilidade do caso. A repercussão foi impulsionada pela publicação do vídeo “Adultização”, divulgado em seu canal no YouTube.
“Hytalo Santos foi enfim condenado a 11 anos de prisão após investigação da denúncia de exploração de conteúdo infantil. O mérito é de cada um de vocês que acompanharam e deram atenção ao caso. A conscientização que fizemos importa”, declarou o influenciador.
Em outra publicação, Felca encorajou o público a manter a vigilância e a denunciar irregularidades e crimes. “Nunca pare de denunciar, expor o que está errado, compartilhar informações e lutar pelo que acredita. Somos fortes e a justiça pode demorar, mas chega”, concluiu.
A sentença condenou Hytalo Santos a 11 anos e 4 meses de reclusão, enquanto Israel Vicente recebeu pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias. As penalidades deverão ser cumpridas, inicialmente, em regime fechado. A decisão foi proferida pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da comarca de Bayeux, na Grande João Pessoa, e tornou-se pública no último domingo (22).
A condenação fundamenta-se no artigo 240 do ECA, que pune a produção, direção, fotografia, filmagem ou registro, por qualquer meio, de cenas de sexo explícito ou pornográficas envolvendo crianças ou adolescentes. A pena prevista varia de 4 a 8 anos de reclusão, acrescida de multa.
Conforme a decisão judicial, os réus produziram conteúdos com adolescentes em um ambiente planejado e estruturado para a gravação e comercialização de vídeos com fins lucrativos.
A defesa de Hytalo Santos e Israel Vicente anunciou que pretende recorrer da sentença. Os advogados argumentam que, durante o processo, foram apresentados elementos que, em sua avaliação, descaracterizam a tese da acusação.
O caso ganhou notoriedade após Felca publicar, em 6 de agosto de 2025, um vídeo que denunciava o influenciador paraibano por exploração sexual de menores. O conteúdo, que segundo o youtuber não foi monetizado, já acumula mais de 52 milhões de visualizações.