A empresária e compositora Babi Cruz, viúva do icônico sambista Arlindo Cruz, marcou seu primeiro Natal após a morte do marido com um momento especial ao lado de seu namorado, André Caetano. Aos 54 anos, Babi compartilhou em suas redes sociais uma foto do casal em sua residência, localizada no Recreio, na companhia dos filhos, Flora Cruz e Arlindinho.
A publicação veio acompanhada de uma legenda que expressava os sentimentos de Babi: “Primeiro Natal juntos, de muitos que virão”. O relacionamento com André Caetano, microempresário e proprietário de uma pizzaria, teve início em 2022, período em que Babi dedicava-se integralmente aos cuidados de Arlindo Cruz, que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em 2017.
Em sua biografia, “O sambista perfeito”, lançada em julho, Babi detalhou a conversa sincera que teve com seus filhos sobre a possibilidade de um novo relacionamento. Ela descreveu a profunda solidão que sentia, a ponto de adaptar o tamanho da cama para tentar preencher o vazio deixado pela ausência de Arlindo. “Comecei a reclamar da solidão, que estava grande, muito grande. Nossa cama era uma king, troquei para uma queen e ainda estava grande. Vim para uma de casal comum e já estava indo para uma de solteiro, porque o espaço vazio, sem ter a perspectiva de ser preenchido, já começava a me doer”, relatou.
Babi também abordou a espera prolongada por um novo relacionamento, evidenciada pela data de sua última intimidade com Arlindo Cruz, em março de 2017. “Tem gente que não espera cinco horas para transar, cinco dias, cinco meses. Eu já passei de cinco anos. E sem a menor perspectiva. Fiquei alimentada da nossa última transa no dia 17 de março de 2017, às dez da manhã, que perdurou esse tempo todo”, confessou.
O encontro entre Babi Cruz e André Caetano ocorreu durante as eleições de 2022, quando Babi concorria a uma vaga de deputada estadual no Rio de Janeiro e André atuava como coordenador de campanha. O relacionamento se tornou público meses depois, durante o carnaval, em meio à apuração que resultou no rebaixamento da escola de samba Império Serrano.
Em sua biografia, Babi esclareceu boatos sobre a identidade de André, negando que ele tivesse sido segurança de Arlindo Cruz ou que tivesse se relacionado com algum funcionário. “Ele nunca foi segurança, nunca me relacionei com nenhum funcionário, jamais faria isso e não cabe dentro da minha dignidade. Mas estou me relacionando, sim, com o André Caetano, que nunca teve uma aproximação com Arlindo. Quis evitar informação errada”, explicou.
Na época em que o namoro veio à tona, os filhos chegaram a deixar de seguir Babi nas redes sociais. A empresária explicou que a decisão foi um acordo mútuo para protegê-los das críticas e ataques que estavam recebendo. “Foi tudo em comum acordo, deixar pegar fogo e rezar. Sabia que isso ia passar e que a verdade nós sabíamos. Eu sou mau caráter? Não. E também não sou uma piranha. Não tenho talento e, nem se eu quisesse, não seria. Sou digna demais”, afirmou.
Babi Cruz reforçou ainda que, independentemente de quem fosse seu futuro parceiro, jamais abandonaria Arlindo Cruz, falecido em agosto deste ano, após uma longa batalha de saúde.
“Ninguém viu minha solidão”, desabafou Babi em entrevista ao EXTRA em julho, durante o lançamento de sua biografia. Ela descreveu os 25 quilos que emagreceu, o subsequente ganho de peso, a queda de cabelo e o sofrimento intenso durante os cinco anos e meio em que dormiu sozinha, intercalando café, água e medicamentos para depressão, enquanto o marido permanecia em estado de saúde delicado. “Conheci o buraco mais fundo do que o fundo do poço”, declarou.
A empresária também compartilhou os dilemas de seu estado civil, sentindo-se em um limbo legal e emocional. “Não sou separada, não sou viúva, nem solteira. Tenho um marido com o diagnóstico de inconsciência definitiva, que não volta mais, que não tem a possibilidade de ter uma vida consciente. E esse estado civil, pela lei, não existe”, ponderou, citando casos semelhantes de outras pessoas.
A história extraconjugal de Arlindo Cruz, que resultou no nascimento de Kauan, também foi mencionada. Babi Cruz, embora reconheça a dor passada, ressaltou que superou essas questões e que não usou o histórico do marido para justificar suas decisões. “Essa dor foi superada lá atrás. Os juízes de plantão, para poder me absolver, como se eu precisasse ser absolvida pela opinião pública, querem condenar o Arlindo por coisas passadas. E nenhuma atitude foi levada em consideração na hora das minhas decisões. Cada situação é superada, e a vida segue em frente. Tudo ficou lá atrás. O que não dá é você ficar convivendo com aquela dor, tirando a casca daquela ferida e não a deixar cicatrizar. Só dói quando você mexe”, concluiu.