Um incidente alarmante abalou a tranquilidade da comunidade rural de Quilombo do Gaia, em São Gonçalo do Pará, na região Centro-Oeste de Minas Gerais. Uma menina de 11 anos precisou de atendimento médico emergencial após ingerir uma bala que continha um comprimido em seu interior. O doce foi distribuído por indivíduos vestidos como Papai Noel, em um evento que ocorreu na terça-feira, 23 de dezembro. O pai da criança compartilhou detalhes sobre o ocorrido em entrevista exclusiva ao portal LeoDias nesta sexta-feira, 02 de janeiro.
A Polícia Militar foi acionada e se dirigiu à Unidade Básica de Saúde (UBS) local, onde a criança recebeu os primeiros cuidados. Segundo o relato da mãe às autoridades, por volta das 14h, um Fiat Uno prata chegou à comunidade transportando quatro pessoas fantasiadas de Papai Noel, que iniciaram a distribuição de doces entre as crianças.
A mãe da menina informou à polícia que uma das balas, de cor rosa, continha um comprimido branco escondido. Após receber essa informação, policiais se deslocaram até o Quilombo do Gaia para investigar. Moradores confirmaram a presença do grupo, que portava diversas sacolas com doces variados. A criança que consumiu a bala com o comprimido foi atendida e liberada.
Emocionado, o pai da menina descreveu à reportagem o estado de saúde da filha no momento em que ela necessitou de socorro. “Essas imagens que eu te mandei aí é da minha filha. É, ela foi envenenada, né? Com esse comprimido aí, não sei se é veneno ou o que é, mas ela teve que ir para o hospital com urgência, já perdendo o jogo das pernas. Fica no Quilombo do Gaia o lugar que aconteceu esse caso”, relatou.
O pai ressaltou que não atribui responsabilidade direta aos indivíduos que realizaram a distribuição dos doces. “Pessoas que fazem doações, né? Receberam doações de terceiros e distribuíram na rua. Acredito que não é culpa deles. É o que me passaram aqui, também não posso afirmar, porque eu não tô no Brasil. E esse é o caso, aconteceu com minha filha no Brasil”, explicou.
Ele enfatizou a crueldade do ato, que utilizou a inocência infantil para um propósito malicioso. “De pessoas, alguém que não tem coração, não tem alma, usou da inocência de uma criança para distribuir balas com comprimido dentro. E minha filha foi uma dessas crianças que consumiu a bala. Como você pode ver, tá aí a imagem. Ela já no hospital sendo medicada, mas foi um clima tenso na hora”, desabafou.
Um boletim de ocorrência foi registrado, e a Polícia Civil já iniciou um inquérito para apurar os fatos e identificar os responsáveis pela adulteração dos doces e sua posterior distribuição.