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BC: Poupança registra R$ 85,6 bilhões em saques líquidos em 2025, maior saída desde 2023

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Dados divulgados nesta sexta-feira (09) pelo Banco Central revelam uma significativa evasão de recursos das cadernetas de poupança no acumulado de 2025. O saldo líquido de retiradas atingiu R$ 85,6 bilhões, marcando o quinto ano consecutivo de drenagem de dinheiro da modalidade e o maior volume de saques desde 2023. A movimentação afetou grandes instituições financeiras, incluindo Bradesco, Itaú e Caixa.

No período analisado, os depósitos na poupança totalizaram R$ 4,27 trilhões, enquanto os saques somaram R$ 4,36 trilhões. Essa disparidade resultou em uma redução no estoque total aplicado na poupança, que encerrou 2025 em R$ 1,02 trilhão, desconsiderando os rendimentos creditados.

A diminuição dos recursos disponíveis na poupança tem um impacto direto no setor imobiliário. Por força de lei, os bancos são obrigados a destinar 65% dos valores captados na modalidade para o crédito imobiliário. Com a menor entrada de dinheiro, as instituições financeiras enfrentam limitações para a concessão de novos financiamentos para aquisição de imóveis.

Diante desse cenário, o Banco Central já sinalizou mudanças. Uma transição gradual será implementada, com o encerramento do direcionamento obrigatório dos recursos. A medida visa conferir maior flexibilidade aos bancos e estimular a oferta de crédito, liberando fundos que atualmente ficam retidos na autoridade monetária.

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A saída expressiva de dinheiro da poupança ocorre em um contexto econômico desafiador, marcado por juros elevados. Em 2025, o Brasil enfrentou taxas de juros em seu patamar mais alto em quase duas décadas. Esse cenário contribui para o aumento da inadimplência, que atingiu 3,8% em novembro, e para o endividamento das famílias, que alcançou 49,3% da renda acumulada em 12 meses até outubro, o nível mais alto desde novembro de 2022.

A baixa rentabilidade da poupança, especialmente em um ambiente de juros altos, também contribui para a perda de atratividade da modalidade. Investimentos em renda fixa, como títulos públicos, CDBs, LCIs e LCAs, que acompanham o CDI, passaram a oferecer retornos superiores, incentivando muitos brasileiros a migrarem seus recursos para aplicações mais rentáveis. Apesar da tendência de enfraquecimento, a poupança ainda mantém benefícios, como a isenção de Imposto de Renda para os rendimentos.

BC: Poupança registra R$ 85,6 bilhões em saques líquidos em 2025, maior saída desde 2023

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Simone Mendes impõe ‘detox digital’ semanal para os filhos e especialistas aprovam

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Em um mundo cada vez mais conectado, a cantora Simone Mendes tem adotado uma abordagem rigorosa para proteger seus filhos, Henry e Zaya, dos efeitos nocivos do uso excessivo de telas. Em entrevista recente ao portal LeoDias, a artista compartilhou a estratégia familiar de impor uma rotina com limites estritos para o acesso a celulares e outros dispositivos eletrônicos, visando um desenvolvimento infantil mais equilibrado e saudável.

A decisão, tomada em conjunto com o marido, o empresário Kaká Diniz, surgiu após a observação de impactos negativos no comportamento das crianças. Na residência da família, as regras são claras: durante a semana, o uso de telas é completamente vetado. “Meio da semana não tem celular, não tem tela. Final de semana o meu filho tem uma hora por dia para usar”, declarou Simone, evidenciando a disciplina imposta.

Essa medida encontra respaldo em recomendações médicas e psicológicas. A oftalmopediatra Isabela Porto, do CBV-Hospital de Olhos, salienta os benefícios para a saúde ocular. “O uso excessivo de telas na infância pode causar cansaço ao fim do dia, olho seco, estrabismo e dores de cabeça, além de estar diretamente relacionado ao aumento dos casos de miopia em crianças”, alertou Porto. Ela ainda ressaltou que a exposição prolongada à luz artificial das telas, em detrimento da luz natural, pode comprometer o desenvolvimento visual de forma progressiva, uma vez que a infância é um período crucial para a formação da visão.

A médica enfatiza a importância da supervisão parental e de um ambiente que incentive alternativas. “Estabelecer limites claros, incentivar atividades ao ar livre e garantir pausas visuais são atitudes fundamentais para proteger a visão das crianças”, orientou Isabela Porto.

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Na esfera do desenvolvimento socioemocional, a psicóloga Kênia Ramos, do grupo Mantevida, corrobora a importância da regulação do tempo de tela. Segundo ela, a exposição desmedida pode afetar negativamente a capacidade de concentração, a qualidade do sono e a tolerância à frustração. “Quando os responsáveis estabelecem limites claros e consistentes, favorecem não apenas a organização emocional da criança, mas também o fortalecimento dos vínculos afetivos, o desenvolvimento da autonomia e a aquisição de habilidades sociais”, explicou Ramos.

A psicóloga conclui que o equilíbrio é a chave. “A tecnologia é parte integrante da vida contemporânea, porém necessita de mediação adequada. A vivência de brincadeiras, a interação familiar e os momentos offline são essenciais para a promoção da saúde mental e do desenvolvimento saudável na infância”, ponderou Kênia Ramos, reforçando a necessidade de um plano de mediação tecnológica eficaz por parte dos pais.

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Babu Santana se manifesta sobre ‘votos’ negativos no Queridômetro do BBB 26

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O ator Babu Santana, participante do Big Brother Brasil 26, expressou sua insatisfação após receber diversas avaliações negativas no Queridômetro, ferramenta interna do reality show que permite aos confinados enviarem emojis uns aos outros. Em conversa com outros brothers, Santana classificou a atitude como hipocrisia.

Visivelmente contrariado, o artista comentou sobre os emojis recebidos, que indicavam desaprovação por parte de alguns colegas de confinamento. Ele utilizou o termo “gente falsa” para descrever aqueles que, segundo ele, demonstram uma postura diferente em conversas diretas, mas expressam opiniões negativas de forma velada através da ferramenta.

A reação de Babu Santana evidencia as tensões e estratégias que se desenrolam dentro da casa, onde as interações interpessoais e as percepções sobre os outros participantes são constantemente avaliadas e expressas de diversas maneiras.

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Cantor desmente ser agressor após confusão com nome de artista

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João Vitor Lima, músico com o mesmo nome de um artista envolvido em um caso de agressão, utilizou seu perfil no Instagram para esclarecer que não é a pessoa em questão. A confusão surgiu após a repercussão de um incidente envolvendo o artista João Lima e a médica Raphaella Brilhante.

Em resposta à crescente associação de seu nome com o ocorrido, João Vitor Lima optou por atualizar a biografia de sua conta na rede social. A alteração visa direcionar o público e a mídia, que equivocadamente o associaram ao caso, para a correta identificação do indivíduo envolvido.

O cantor enfatizou, por meio da mudança em seu perfil online, que não possui qualquer ligação com os fatos de agressão que vieram a público. A iniciativa busca evitar mal-entendidos e proteger sua imagem diante da disseminação da notícia que, por coincidência nominal, o colocou em uma situação delicada.

Cantor desmente ser agressor após confusão com nome de artista

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