O programa Bolsa Família (PBF) encerrou o ano de 2025 com um desempenho robusto, consolidando seu papel como pilar de segurança alimentar e de renda para milhões de famílias brasileiras. O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) divulgou um balanço positivo, revelando que o programa atendeu aproximadamente 19,8 milhões de lares mensalmente, com um investimento total que ultrapassou os R$ 160 bilhões ao longo do ano.
A média de recebimento por família em cada parcela atingiu cerca de R$ 680, um valor que supera o piso inicial de R$ 600, graças à aplicação de adicionais previstos na legislação do programa. É importante destacar que, nesse período, cerca de 2 milhões de famílias conseguiram avançar em sua situação socioeconômica a ponto de deixarem o programa. Para muitas dessas famílias, a transição foi facilitada pela Regra de Proteção, um mecanismo que garante a manutenção de 50% do benefício por até 12 meses para aqueles que tiveram um aumento de renda per capita, desde que o valor por pessoa não ultrapasse R$ 706. Em dezembro, 2,33 milhões de famílias ainda se beneficiavam dessa salvaguarda.
Um dos marcos de 2025 foi o repasse recorde do Índice de Gestão Descentralizada (IGD), alcançando a marca de R$ 850 milhões. Esse montante fortalece a capacidade de gestão e execução do programa nos níveis municipal e estadual, uma vez que todos os entes federativos aderiram formalmente ao Bolsa Família e ao Cadastro Único. A continuidade desses recursos do IGD, a possibilidade de inclusão de novas famílias em situação de vulnerabilidade e o fortalecimento das equipes de assistência social são resultados diretos desse pacto federativo.
Eliane Aquino, secretária nacional de Renda de Cidadania, ressaltou o compromisso do MDS: “Em 2025, reafirmamos o compromisso do MDS com as famílias brasileiras mais vulneráveis. Graças ao empenho de toda a rede federal, estadual e municipal, estamos garantindo estabilidade na transferência de renda e a segurança necessária para que mães, pais e responsáveis possam planejar o futuro de seus filhos com dignidade.”
A expectativa é que o valor médio de R$ 680 se mantenha estável em 2026. Essa projeção se baseia na natureza técnica e gradual dos ajustes no programa, que dependem de critérios oficiais e não de alterações abruptas. Dessa forma, o Bolsa Família busca oferecer maior previsibilidade e segurança para seus beneficiários no curto prazo.
O valor base do Bolsa Família é de R$ 600, mas o programa prevê adicionais que podem elevar o montante final. Estes incluem o Benefício Primeira Infância (BPI), que concede um acréscimo de R$ 150 por criança de até sete anos incompletos; o Benefício Variável Familiar (BVF), com um extra de R$ 50 para gestantes e para crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos incompletos; e o Benefício Variável Familiar Nutriz (BVN), que adiciona R$ 50 por membro da família com até sete meses incompletos.