José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-diretor de renome da Rede Globo, revelou os motivos por trás de uma antiga regra que proibia o uso de brincos e roupas chamativas por apresentadores e repórteres da emissora. A diretriz, encontrada em um memorando, visava manter o foco integral na informação transmitida.
Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, Boni detalhou que a intenção era assegurar que a credibilidade e a clareza na veiculação das notícias fossem preservadas. Segundo ele, adereços ostensivos e vestimentas extravagantes, como estampas ou listras vibrantes, gravatas chamativas e joias volumosas, poderiam inadvertidamente desviar a atenção do público do conteúdo principal.
“Ninguém mais vai prestar atenção no texto. Eu não quero que as pessoas fiquem prestando atenção em brincos, em estampas, em coisas desse tipo. Além de sujar a imagem, desviam a atenção da notícia. O importante não é quem apresenta a notícia, não é a roupa que ele veste, o importante é a notícia, essa que tem que ser preservada. A notícia dispensa artefatos decorativos”, declarou o ex-diretor.
A postura de Boni buscava reforçar a seriedade e o profissionalismo inerentes à comunicação jornalística, priorizando a mensagem acima de qualquer elemento visual que pudesse comprometer sua recepção.
Curiosidade sobre o desfecho de ‘Vale Tudo’
Em outra lembrança dos bastidores televisivos, Boni revisitou a icônica novela ‘Vale Tudo’ e o mistério em torno da identidade do assassino de Odete Roitman. Ele contou que, para a primeira versão da trama, a escolha de Leila como a responsável pelo crime foi uma decisão estratégica tomada em conjunto com o diretor Daniel Filho.
De acordo com Boni, diversos finais alternativos foram gravados para manter o suspense. A decisão final sobre quem seria o assassino foi mantida em sigilo, sendo definida apenas nos momentos finais antes da exibição do capítulo, sem o conhecimento sequer do autor Gilberto Braga. “E afinal, quem vai matar Odete Roitman? Quando nós fizemos Vale Tudo no passado, nós tivemos o cuidado de fazer várias gravações. Mais de oito gravações foram feitas com diferentes possíveis assassinos. E só foi escolhido no último momento, eu e o Daniel Filho, só nós dois. Nem o Gilberto Braga sabia. Nós que escolhemos qual teria sido realmente o assassino de Odete. Agora vão ter que mudar, vai ter que aparecer um outro criminoso. Quem será que matou Odete Roitman?”, disse ele, em tom de mistério.
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