O ator Chris Pratt protagoniza “Justiça Artificial”, um novo filme que mergulha nas complexidades de um futuro onde a inteligência artificial assume o comando do sistema judicial. Dirigido pelo visionário cineasta russo Timur Bekmanbetov, conhecido por obras como “Guardiões da Noite” e “O Procurado”, o longa promete uma experiência cinematográfica instigante e repleta de suspense.
Bekmanbetov, pioneiro do inovador gênero “screenlife”, onde a narrativa se desenrola através das telas de dispositivos digitais, eleva o conceito neste novo projeto. “Justiça Artificial” explora temas cruciais como o poder da IA, o futuro dos tribunais e a possibilidade de máquinas substituírem o julgamento humano, tudo isso contado através de uma perspectiva imersiva.
Em declarações divulgadas pelos produtores, Chris Pratt detalha seu papel como o Detetive Chris Raven, um policial de Los Angeles encarregado de levar criminosos ao “Tribunal da Misericórdia”, um sistema onde a execução é quase instantânea. A ironia se instala quando Raven acorda acusado de assassinar sua própria esposa, sem memória do ocorrido devido ao seu alcoolismo secreto. Com apenas 90 minutos para provar sua inocência, ele precisa navegar pela Nuvem Municipal de Los Angeles e pela inteligência artificial da Juíza Maddox, utilizando computação quântica para desvendar a verdade.
A atriz Rebecca Ferguson, de “Missão Impossível”, dá vida à Juíza Maddox, uma inteligência artificial que substitui um juiz humano. Pratt expressa seu entusiasmo em retornar a trabalhar com Bekmanbetov, destacando a originalidade do roteiro e a colaboração com o produtor vencedor do Oscar, Chuck Roven.
O filme é descrito por Pratt como um “multi-gênero”, combinando drama de tribunal, suspense e ação dentro da estética “screenlife”. A narrativa se passa em uma Los Angeles de 2029 ou 2030, uma cidade mergulhada em criminalidade e dependência, onde o “Tribunal da Misericórdia” foi implementado como medida drástica. A IA, segundo Pratt, infiltrou o sistema judicial, utilizando um raciocínio binário para julgar, eliminando a emoção humana e a corrupção, mas levantando questões sobre a própria natureza da justiça.
O ator ressalta a complexidade da personagem Juíza Maddox, interpretada por Ferguson. O que começa como uma entidade fria e calculista evolui, revelando uma senciência e até mesmo empatia, possivelmente resultado de um “vírus” em seu código. Essa evolução, segundo Pratt, é um dos pontos altos, onde a IA começa a confiar em sua própria intuição humana, questionando o papel da tecnologia em nossas vidas e a importância de preservar a intuição, a dignidade e a emoção humanas.
Pratt descreve Timur Bekmanbetov como um “visual genial”, um mestre na criação de espetáculos visuais e um diretor colaborativo que não tem medo de experimentar. A abordagem de Bekmanbetov, misturando diferentes ângulos de câmera e gravados em dispositivos como iPhones e GoPros, promete levar o gênero “screenlife” a um novo patamar, especialmente na pós-produção, onde a perspectiva de uma mente de IA será visualmente representada.
O astro convida o público a assistir “Justiça Artificial” nos cinemas, enfatizando que é um “verdadeiro mistério” que manterá os espectadores na beira de seus assentos. Ele destaca a oportunidade de explorar a escuridão de seu personagem, Chris Raven, e a transformação que ele sofre ao longo do filme, tornando-se alguém capaz de atos extremos. A atuação de Pratt busca retratar essa dualidade, culminando em um final surpreendente e envolvente que questiona a natureza da culpa e da inocência na era da inteligência artificial.