A apresentadora Cissa Guimarães, conhecida por seu trabalho no programa ‘Sem Censura’, da TV Brasil, compartilhou em entrevista recente como lida com as adversidades e as críticas que recebe nas redes sociais. A atriz revelou ser frequentemente alvo de ofensas por parte de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, expressando um sentimento de repulsa diante de tais ataques. Em paralelo, Cissa também abordou o episódio que gerou burburinho: um selinho com o cantor Chico Buarque, esclarecendo a natureza da relação entre os dois.
A artista, que possui um histórico na televisão brasileira, incluindo passagens pela TV Globo, manifestou-se publicamente contra o projeto de lei da Dosimetria, que visa a redução de penas para envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Em declarações ao jornal O Globo, Cissa Guimarães relatou que seus críticos chegam a utilizar a memória de seu falecido filho, Rafael Mascarenhas, para proferir ofensas.
“Acho uma crueldade absurda. Eles usam muito o meu filho Rafael para me agredir, então eu cancelo os comentários. Quando eu me coloco politicamente, é óbvio que os bolsominions me agridem. Quando estou com tempo, faço uma boa faxina. Bloqueio. Cancelo. Falo: ‘Não quero essa pessoa me rondando’”, desabafou a apresentadora.
Cissa Guimarães definiu a perda do filho como a maior dor que já experimentou e considerou o uso de sua tragédia para fins de ofensa como um ato de “maldade”. “Se está atrás de mim, na minha rede social para me xingar, para falar do meu filho que morreu, então tchau. Isso é uma maldade horrível que nenhum ser humano tem o direito de fazer com o outro, com a maior dor do mundo”, enfatizou.
A apresentadora reiterou sua postura diante das agressões virtuais: “Não estou nem aí se perco 500, mil seguidores. Eu bloqueio e cancelo todo mundo. Eu tenho pena, principalmente quando são mulheres, mulheres que são mães. Mais do que magoada e triste, eu tenho nojo. Isso diz mais sobre a pessoa do que sobre mim”, completou.
Em relação ao cenário político, Cissa expressou o desejo de uma diminuição da polarização para as próximas eleições: “Minha esperança é que tenhamos menos intolerância. Quando vou às manifestações, é para cumprir um pouco a minha cidadania”, declarou.
O episódio do selinho com Chico Buarque, que ocorreu durante uma manifestação contra o PL da Dosimetria, foi explicado por Cissa como um simples gesto de afeto. “A minha geração é uma geração que tem essa atitude”, pontuou. Ela adicionou: “Eu dou selinho no Caetano Veloso, dou selinho no Gilberto Gil, até na Paula Lavigne. Isso é da geração do final dos anos 80. A gente se falava assim. E aquilo ali foi uma coisa de final de manifestação, de comemoração. Não tem nada, imagina. Criou-se uma coisa. Tem a Carol Proner (companheira do cantor), tenho o maior respeito por ela. Chico é meu querido amigo.”