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Cómo te Lhama?: A Cumbia Invade o Carnaval de BH com Toque Latino e Brasileiro

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O Carnaval, uma tradição profundamente enraizada na cultura brasileira, continua a evoluir, abraçando novas influências e diversificando suas expressões. Uma tendência marcante nos últimos anos é a fusão de ritmos latinos nas festividades carnavalescas, e o bloco Cómo te Lhama?, de Belo Horizonte, é um exemplo vibrante dessa transformação.

Nascido em 2017, o bloco rapidamente conquistou o público belo-horizontino, atraindo milhares de foliões com sua proposta sonora única. Carlos Bolívia, um dos fundadores e diretor do Cómo Te Lhama? e da orquestra Atípica de Lhamas, compartilhou os detalhes da criação e o conceito por trás do grupo.

A gênese do Cómo te Lhama? remonta a 2017, fruto da convergência de artistas com forte interesse pela música latino-americana. Músicos que já exploravam a cumbia em projetos individuais e que participavam do renascimento do carnaval de BH se uniram para homenagear esse gênero musical transnacional. O grupo é formado por pessoas de diversas nacionalidades, incluindo Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica e Peru, além de brasileiros.

A escolha da cumbia como ritmo principal não foi aleatória. Bolívia explica que, apesar da riqueza cultural de cada país latino-americano, a cumbia possui um poder singular de conectar as pessoas. Originária da Colômbia, a cumbia migrou e se transformou, ganhando identidades próprias em países como Peru (cumbia peruana) e Argentina (cumbia santafesina), mas mantendo um diálogo universal.

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“A cumbia tem a capacidade de ser local e universal ao mesmo tempo. É fascinante!”, afirma Bolívia. “Além disso, ela convida a dançar e caiu como uma luva para o instrumental dos blocos de carnaval daqui.” O ritmo, que nasceu em um contexto latino-americano, encontrou no Brasil um terreno fértil para novas interpretações, dialogando com a rica musicalidade brasileira.

A recepção do público mineiro tem sido expressiva. Se o primeiro cortejo reuniu cerca de 500 pessoas, a expectativa para 2025 é de aproximadamente 20 mil participantes. Bolívia atribui esse crescimento à crescente proximidade cultural entre o Brasil e seus vizinhos latino-americanos, impulsionada por gêneros como o reggaeton e o pop latino, que abriram caminho para a cumbia ganhar força, especialmente no Sudeste do país, onde antes o diálogo musical com outras regiões, como Norte e Sul, já era mais estabelecido.

A sonoridade do Cómo te Lhama? vai além da cumbia. A bateria do bloco incorpora ritmos como a guaracha cubana, o caporal boliviano, o reggaeton caribenho e o cuarteto argentino. A mistura se completa com elementos brasileiros, como o carimbó, o baque de afoxé, ijexá e samba reggae.

O repertório do bloco é um convite à celebração da identidade latino-americana do Brasil. Além de cumbias originais e versões de outros artistas, o grupo apresenta releituras de clássicos brasileiros em ritmo de cumbia, abrangendo desde Luiz Gonzaga até o Exaltassamba. O single “Você me vira a cabeça”, um sucesso de Alcione, já foi transformado em cumbia e está disponível nas plataformas digitais.

Para o Carnaval deste ano, o tema é Cumbia Brasilis, uma celebração das alegrias de ser brasileiro com uma forte consciência de sua identidade latino-americana. A proposta sonora inclui mais cumbias produzidas no Brasil, a participação de convidados como os cantores Jeffim Dabazi, Saulo Duarte e Di Ferreira, além de Dani Ponce e o artista colombiano Aleksey el Majadero. O público poderá conferir versões em cumbia de músicas de Moraes Moreira, Gilberto Gil e Marina Sena.

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Bolívia expressa sua satisfação com o crescimento da cena da cumbia no Brasil, destacando o papel do bloco em BH. “Aqui em BH, as Lhamas tentam contribuir por várias frentes. Temos a Atípica de Lhamas, que é uma orquestra, pensada para bailes e shows em palcos grandes e o bloco de carnaval Cómo te Lhama?“, pontua.

O cortejo do Cómo te Lhama? acontecerá no dia 07 de fevereiro, um sábado de pré-Carnaval, com o tema Cumbia Brasilis: Reantropofagia Tropical. A proposta é uma releitura do Movimento Antropofágico, absorvendo outras culturas para enriquecer a própria identidade. A concentração será às 13 horas, na Rua Gomes Pereira, entre os números 209 e 191, no bairro Boa Vista, em Belo Horizonte.

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CNH A e B: Entenda as Restrições e o Que Você Não Pode Dirigir

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A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é dividida em diferentes categorias, cada uma com suas especificidades quanto aos tipos de veículos que o condutor está apto a dirigir. A Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN) estabelece as diretrizes que os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) seguem para definir essas permissões e, consequentemente, as proibições.

Ao tirar a CNH, o motorista opta por uma categoria que se alinha ao tipo, peso e finalidade do veículo que pretende conduzir. Atualmente, as categorias são A, B, C, D e E, cada uma com um escopo de atuação bem definido.

Categoria A: O Domínio das Duas e Três Rodas

A habilitação na categoria A confere ao condutor o direito de pilotar exclusivamente veículos de duas ou três rodas. Isso inclui motocicletas, motonetas, triciclos e ciclomotores com cilindrada de até 50 cilindradas. É crucial notar que, com a CNH apenas na categoria A, o condutor está estritamente proibido de dirigir qualquer veículo de quatro rodas, como carros, ônibus ou caminhões. A condução de um veículo inadequado para a categoria pode acarretar infração gravíssima e multa.

Categoria B: Veículos de Passeio e Pequenos Transportes

Para os portadores da CNH categoria B, o leque de opções se expande para veículos de passeio, picapes, vans e veículos que podem transitar com ou sem reboque/semirreboque. Essa categoria também abrange motorhomes, desde que seu peso bruto total não exceda 6 toneladas e a capacidade seja de até 8 passageiros, excluindo o motorista. Assim como na categoria A, a condução de veículos como ônibus, micro-ônibus ou caminhões de carga pesada é vedada para motoristas com CNH B, mesmo que para trajetos curtos.

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Demais Categorias e Novas Regras na Habilitação

As categorias C, D e E expandem ainda mais as possibilidades de condução, englobando caminhões, vans de carga, ônibus, micro-ônibus e veículos articulados com reboques pesados. A obtenção dessas categorias geralmente exige tempo de experiência em categorias inferiores e um histórico de condução limpo, sem infrações graves ou gravíssimas. Adicionalmente, a partir de 2026, o processo de habilitação sofrerá alterações significativas, como a dispensa da obrigatoriedade de autoescolas para aulas práticas e teóricas, a oferta de cursos teóricos online e gratuitos, a redução da carga horária prática e a possibilidade de aulas com instrutores autônomos credenciados.

CNH A e B: Entenda as Restrições e o Que Você Não Pode Dirigir

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BBB26: Nova Câmera na Despensa Gera Debate Após Incidente Polêmico

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Uma decisão tomada pela produção do Big Brother Brasil 26 após um incidente controverso na despensa do reality show está gerando repercussão entre os participantes e o público. A instalação de uma nova câmera no cômodo, percebida por confinados, levanta questões sobre a vigilância e a cobertura do programa.

O episódio em questão envolveu uma denúncia de assédio feita por Jordana Morais contra Pedro Henrique Espindola. Após o ocorrido, a Globo optou por reforçar o monitoramento na despensa, adicionando um equipamento que não estava presente anteriormente.

A mudança foi notada pela participante Milena durante uma conversa com Ana Paula Renault e Juliano Floss. Ao observar o novo dispositivo, Milena expressou surpresa, questionando se a câmera havia sido instalada após o incidente com Jordana. “Essa câmera veio pra cá agora, depois do que aconteceu com ela? Não tinha aí!”, pontuou, sugerindo a existência de um ponto cego no local onde o alleged assédio teria ocorrido.

Ana Paula Renault corroborou a observação, relatando que, no momento da denúncia, ela e Breno chegaram a verificar a presença de câmeras na área em questão e não encontraram nenhum equipamento. Juliano Floss também confirmou não se recordar da câmera no local anteriormente.

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Pedro Henrique, o participante acusado, deixou o BBB26 no dia 18 de janeiro, apenas seis dias após a estreia da edição. O vendedor ambulante, de 22 anos, havia ingressado na casa como Pipoca, após ser selecionado pelo público na dinâmica da Casa de Vidro da Região Sul.

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Mitos e Verdades: O Ciclo Lunar Influencia o Crescimento Capilar?

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A sabedoria popular frequentemente associa o corte de cabelo a fases específicas da Lua, com a crença de que fazê-lo durante a Lua Crescente aceleraria o crescimento dos fios. Essa ideia, passada de geração em geração, levanta questionamentos sobre sua veracidade científica.

A teoria por trás dessa crença popular sugere que a força gravitacional da Lua, que influencia as marés, poderia também afetar os fluidos corporais, incluindo aqueles responsáveis pela nutrição dos folículos capilares. Assim, durante a Lua Crescente, quando a Lua está em ascensão em direção à plenitude, a energia vital seria maior, impulsionando um crescimento mais vigoroso e rápido dos cabelos.

No entanto, é crucial destacar que, sob uma perspectiva científica, não há evidências concretas que sustentem essa correlação. A dermatologia e a tricologia, especialidades médicas que estudam a pele e os cabelos, não reconhecem a influência das fases lunares no ciclo de crescimento capilar. Fatores como genética, nutrição, saúde geral, cuidados com os fios e até mesmo o estresse são considerados os principais determinantes da velocidade e saúde do cabelo.

O ciclo de crescimento do cabelo é um processo biológico complexo, regido por fases distintas (anágena, catágena e telógena) que ocorrem independentemente de eventos astronômicos. Embora a ideia de um crescimento capilar turbinado pela Lua possa ser charmosa, para quem busca resultados concretos, a recomendação profissional se concentra em práticas de saúde e cuidados capilares comprovadamente eficazes.

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