A influenciadora Romagaga permanece sob custódia em São Paulo após sua detenção na manhã deste sábado (27/12). A ocorrência que levou à prisão foi registrada na região da Rua Augusta, no centro da capital paulista, e formalizada no 78º Distrito Policial, localizado no bairro dos Jardins.
A equipe jurídica da influenciadora já se manifestou oficialmente sobre o caso, emitindo um comunicado que detalha os próximos passos e as alegações da defesa. Segundo o advogado Mateus Navarro Barbosa, houve contato com as autoridades policiais responsáveis pela ocorrência, e a lavratura do auto de prisão em flagrante foi confirmada.
De acordo com a nota divulgada, Romagaga permanecerá na delegacia durante todo o sábado e será apresentada ao Poder Judiciário no domingo, quando passará por audiência de custódia. A defesa pretende argumentar perante o magistrado que a manutenção da prisão é injustificada, apontando a ausência dos requisitos legais previstos no Código de Processo Penal, como o risco à ordem pública.
“Na oportunidade, a defesa esclarecerá ao magistrado a realidade fática e demonstrará que a manutenção da prisão é absolutamente desnecessária, tendo em vista a ausência dos requisitos previstos no Código de Processo Penal, dentre eles, risco à ordem pública”, declarou o comunicado.
Paralelamente à defesa quanto à prisão, a equipe jurídica também informou que buscará a responsabilização civil, criminal e administrativa de todos os envolvidos em possíveis abusos durante a ação. A nota ressalta a intenção de denunciar crimes de abuso de autoridade e homofobia, sendo este último equiparado ao crime de racismo pelo Supremo Tribunal Federal, o que o torna inafiançável e imprescritível.
A influenciadora, de 30 anos, foi detida após um desentendimento em um hotel na região central. Relatos indicam que Romagaga alegou ter seu celular roubado pelo gerente, enquanto o funcionário afirmou ter sido ameaçado pela influenciadora, que teria invadido o local e tentado danificar bens. Durante a abordagem, a SSP informou que Romagaga iniciou uma transmissão ao vivo e se despiu, o que teria agravado a situação. O caso foi registrado como desobediência, desacato, ato obsceno, ameaça, embriaguez e invasão.
Vídeos que circulam em redes sociais mostram parte do momento da prisão, no qual Romagaga acusa um delegado de abuso de poder e alega ter sido alvo, juntamente com um amigo, de ofensas racistas e transfóbicas por parte do gerente do hotel. Segundo ela, a ida à delegacia seria para registrar essa denúncia como vítima.