Em um relato inédito e carregado de emoção, Maurício, irmão de Mauri Lima – cantor sertanejo e parente dos famosos Chitãozinho e Xororó –, compartilhou pela primeira vez os detalhes do trágico acidente que culminou na morte de seu irmão. Mauri, aos 55 anos, faleceu em 7 de dezembro de 2025, após uma grave colisão de van na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), em Miracatu, São Paulo.
Em entrevista concedida ao jornalista André Piunti, Maurício reconstruiu os momentos que antecederam e sucederam a fatalidade. Segundo seu relato, a dupla retornava de um show corporativo realizado em Curitiba na madrugada do dia 6 de dezembro. A apresentação teve início por volta das 2h da manhã e se estendeu até as 4h.
Após a performance, Mauri optou por permanecer no local para o encerramento de outro evento, enquanto Maurício se dirigiu ao hotel em outra van, com o retorno para casa programado para a manhã seguinte. A saída estava combinada para as 8h.
Durante a viagem de volta, o grupo fez uma parada para almoço. Maurício descreveu que costumava viajar nos bancos traseiros da van para descansar, enquanto Mauri preferia sentar-se na parte frontal, ao lado do motorista.
O acidente ocorreu por volta das 13h40. O motorista da van sofreu um mal súbito, perdendo o controle do veículo e colidindo violentamente contra a traseira de um caminhão. Maurício, que dormia no momento do impacto, foi despertado pelo estrondo.
“Aquele estrondo me jogou pra cima dos bancos. Quando levantei, comecei a chamar pelo Mauri, mas ele não respondia”, relembrou Maurício, visivelmente abalado.
Ao sair da van, Maurício deparou-se com o irmão preso às ferragens. Ele explicou que a causa da morte não foi o impacto direto da colisão, mas sim um ferimento específico. “Dizem que um ferro entrou na perna dele e furou a artéria que leva sangue para o cérebro. Não teve ferimento no rosto ou no peito. Foi isso que causou a morte”, relatou.
Maurizinho, filho de Mauri, também estava no veículo e testemunhou os últimos momentos do pai. Maurício descreveu a cena comovente: “O Maurizinho colocou o telefone no ouvido dele para falar com a família. Ele chorou muito, molhou o peito dele de lágrimas e se despediu ali mesmo”.
Não houve tempo para qualquer procedimento médico no local. O médico do resgate confirmou o óbito ainda no local do acidente.
“Eu perguntei do meu irmão, o médico só olhou para mim e confirmou com a cabeça que ele tinha falecido”, disse Maurício.
A dor da perda, mesmo após meses, ainda é palpável. “Bateu aquela tristeza, aquela dor no peito. Até hoje eu não me acostumei. Vai fazer dois meses e aquela imagem não sai da minha memória”, desabafou.
Maurício comunicou a trágica notícia a Chitãozinho, que recebeu o abalo da família. Ao retornar para casa, encontraram a esposa de Mauri, Andreia.
“Fui até a casa dele, abracei a Andreia e falei: infelizmente, meu parceiro se foi”, concluiu Maurício, com a voz embargada.