O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou nesta quarta-feira (28) a implementação de uma força-tarefa nacional com o objetivo de reduzir significativamente o tempo de espera para a análise e concessão de benefícios. A iniciativa, já em curso, tem como meta otimizar o atendimento e já demonstra resultados expressivos, com a antecipação da análise para cerca de 60 mil brasileiros.
Por meio de uma comunicação oficial em sua conta no Instagram, o órgão detalhou que a fila de processos do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) foi nacionalizada. Essa mudança estratégica permite que os pedidos sejam distribuídos entre diferentes regiões do país, priorizando as áreas com maior acúmulo de demandas. A expectativa é que essa medida acelere o acesso a benefícios para milhões de cidadãos.
A nacionalização da fila de análise já possibilitou a liberação de milhares de processos que estavam pendentes há mais de 45 dias. Em um período de apenas uma semana, mais de 118 mil solicitações foram encaminhadas para análise, e aproximadamente 60 mil já tiveram seu mérito avaliado. Esses números foram divulgados pelo presidente do INSS, Gilberto Waller.
Waller explicou que, além da produtividade regular dos servidores, que já alcança cerca de 1,1 milhão de análises mensais, a força-tarefa representa um reforço substancial. “Em apenas uma semana, conseguimos puxar mais de 118 mil benefícios para análise. Mantido esse ritmo, serão cerca de 480 mil análises extras por mês. Nossa expectativa é que esse trabalho tenha um impacto significativo na redução da fila nos próximos meses”, declarou o presidente.
A nova estratégia permite que servidores de unidades com menor volume de trabalho atuem na análise de processos de localidades com maior tempo de espera. Essa realocação visa dar celeridade especial a casos considerados mais urgentes, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os benefícios por incapacidade. “Essa nacionalização permite uma atuação mais justa e estratégica, direcionando um maior número de servidores para os casos de maior espera. Nossa prioridade é enfrentar a fila de forma efetiva, com foco em benefícios como o BPC e os benefícios por incapacidade, que juntos representam quase 80% da demanda”, reforçou Waller.
A portaria PRES/INSS nº 1.919, publicada em 13 de janeiro, formalizou as alterações nas regras do PGB e do Pagamento Extraordinário, dando início à nova dinâmica. O INSS projeta que a medida promova maior equidade, eficiência e agilidade na concessão de benefícios ao longo de 2026.
Em novembro, o boletim mensal da Previdência Social indicava um estoque de 2,9 milhões de pedidos aguardando análise, abrangendo aposentadorias, BPC e auxílios por incapacidade temporária. Gilberto Waller ressaltou a importância de analisar os pedidos dentro do prazo legal de 45 dias. “Zerá-la nunca zera, porque todo mês entram 1,3 milhão de novos pedidos. O que você precisa é rodar essa fila, quer dizer, fazer com que esses 1,3 milhão sejam analisados dentro do prazo legal, que é de 45 dias”, concluiu.