Aos 18 anos, a cantora Melody está vivenciando um momento de ascensão meteórica em sua carreira. Impulsionada pelo sucesso estrondoso de “Jetski”, parceria com Pedro Sampaio e MC Meno K, que alcançou o topo das paradas e a catapultou para 14 milhões de ouvintes mensais no Spotify, a artista paulista redefiniu seu patamar no cenário musical brasileiro.
O hit do verão não apenas solidificou sua posição como estrela pop, mas também resultou em uma reformulação significativa em sua vida profissional. Melody viu seu cachê triplicar, um reflexo direto da crescente demanda por suas apresentações. Atualmente, a cantora realiza entre 15 e 20 shows por mês, divididos entre eventos privados e grandes espetáculos públicos. A demanda é tamanha que, em fevereiro, ela tem uma agenda repleta com 26 apresentações. Os valores cobrados por suas performances acompanharam essa alta: enquanto antes o cachê para eventos particulares girava em torno de R$ 30 mil a R$ 50 mil e para grandes eventos entre R$ 90 mil e R$ 120 mil, agora a cantora recebe entre R$ 80 mil e R$ 100 mil em eventos particulares e R$ 380 mil nos maiores.
Paralelamente à consolidação de sua carreira musical, Melody tem investido em bens e projetos que sinalizam sua ambição. Recentemente, adquiriu um ônibus de luxo avaliado em R$ 1,5 milhão, destinado ao conforto de sua equipe. Seus planos futuros incluem a gravação de uma música em espanhol com uma artista internacional de renome – mantida em sigilo – e colaborações com produtores renomados de grupos sul-coreanos como BTS e Blackpink. A meta audaciosa, no entanto, é a aquisição de um avião particular, justificada pela necessidade logística de conciliar a agenda de shows cada vez mais intensa.
A jornada de Melody até o estrelato é marcada por uma década de carreira, iniciada ainda na infância com covers e falsetes. A transição para uma imagem de artista pop madura e focada em sua arte começou em 2024, aos 17 anos, com uma mudança estratégica de postura, priorizando o foco na música e na dança e se distanciando de polêmicas. “A gente já vem ditando uma postura diferente, evitando polêmicas. A maioria dessas polêmicas não partia da gente, ela só respondia. Quando resolvemos dar essa virada de chave na carreira, decidimos não responder mais e focar também nessa parte da dança”, explica seu pai e empresário, MC Belinho.
A estrutura por trás do sucesso de Melody é familiar e colaborativa. Belinho, seu pai, e Bella Angel, sua irmã e produtora musical, formam o núcleo que gerencia a carreira da cantora. Juntos, são sócios da empresa que conta com uma banda de sete músicos, um DJ e cinco bailarinos. Bella é a principal compositora e coreógrafa, responsável por hits como “Jetski”, enquanto Belinho cuida da produção de shows, agências, assessoria de imprensa e finanças, acumulando diversas funções. A família, que reside em uma mansão de R$ 7 milhões em Arujá, Região Metropolitana de São Paulo, ostenta carros de luxo, mas preza por manter os pés no chão.
O alcance internacional também está no radar. Melody, que já demonstrou fluência em inglês e está aprendendo espanhol, tem planos de expandir sua atuação para além das fronteiras brasileiras. A cantora já emplacou hits em países como Portugal e a expectativa é que as próximas colaborações e projetos impulsionem ainda mais sua carreira globalmente.