O cantor Leonardo, figura proeminente da música sertaneja, quebrou o silêncio sobre um aspecto da sua vida pessoal, abordando com leveza o uso de medicamentos para aprimorar o desempenho sexual aos 62 anos. A declaração, que rapidamente viralizou nas redes sociais, suscitou curiosidade e abriu espaço para uma discussão mais profunda sobre saúde sexual masculina.
Embora o artista tenha tratado o tema de forma descontraída, a conversa levantou debates importantes sobre disfunção erétil e os perigos da automedicação. Para esclarecer os riscos e benefícios, o urologista Dr. Nelson Batezini foi consultado e enfatizou a necessidade de acompanhamento médico para quem recorre a tais recursos.
O especialista explicou que, embora eficazes em auxiliar a ereção, esses medicamentos não tratam a causa subjacente do problema. “Quando usados sem orientação profissional, podem mascarar condições de saúde preexistentes e gerar uma dependência psicológica”, alertou Dr. Batezini, destacando que a automedicação pode ser prejudicial.
Disfunção Erétil: Um Panorama Médico
O urologista ressaltou que a disfunção erétil ainda é um tema envolto em desinformação, o que leva muitos homens a evitar a busca por ajuda médica. “É a dificuldade persistente em obter ou manter uma ereção satisfatória para o ato sexual. Não está ligada à falta de desejo e pode afetar homens de todas as idades”, esclareceu.
Dr. Batezini listou fatores que contribuem para a disfunção erétil, que vão além do envelhecimento. Doenças crônicas como diabetes, hipertensão, obesidade, desequilíbrios hormonais e tabagismo são causas físicas comuns. Questões psicológicas como ansiedade, estresse, depressão e a pressão por desempenho também desempenham um papel significativo.
O médico assegurou que a disfunção erétil é tratável em grande parte dos casos, com resultados positivos quando a causa é identificada e abordada. “O tratamento é individualizado e, ao tratar a origem do problema – seja ela hormonal, vascular ou emocional –, o paciente pode recuperar a função erétil normal”, afirmou.
Alerta sobre a Automedicação e a Saúde Sexual Masculina
O uso frequente de medicamentos sem avaliação médica é motivo de preocupação, especialmente com o aumento de casos entre homens jovens. “Muitos jovens chegam ao consultório com disfunção erétil, frequentemente ligada a questões emocionais como ansiedade, cobranças excessivas, medo de falhar e até o uso de pornografia de forma exagerada”, explicou Dr. Batezini.
Ele alertou para o ciclo vicioso que pode se instalar: “A primeira falha pode gerar insegurança, e essa insegurança pode levar a novas falhas, perpetuando o problema”.
Sobre o uso contínuo de medicamentos, o urologista foi categórico: “Não é recomendado o uso regular antes das relações sem avaliação médica. Embora seguros quando bem indicados, eles podem acarretar efeitos colaterais, interagir com outros medicamentos e mascarar doenças que necessitam de investigação”, disse.
Dr. Batezini concluiu reforçando a importância da consulta profissional. “Se houver indicação, o uso correto envolve seguir a dosagem prescrita, respeitar o tempo de ação e evitar o consumo excessivo de álcool. Mais valioso do que depender da medicação é procurar um urologista para tratar a raiz do problema e alcançar a cura”, finalizou.