Em entrevista ao portal LeoDias, durante o segundo ensaio técnico da Acadêmicos do Salgueiro na Marquês de Sapucaí, a modelo internacional Cíntia Dicker abordou as recentes críticas sobre sua silhueta, considerada por alguns como excessivamente magra para o desfile. Ela compartilhou as adaptações em sua rotina visando o ganho de massa magra e a emoção de retornar à avenida.
Dicker expressou um sentimento de maior tranquilidade em sua segunda participação no ensaio, contrastando com a apreensão da estreia. “A primeira vez você não sabe o que te espera e como é, agora eu já sei. Apesar que eu tenho certeza que na hora de entrar vai voltar todo o nervosismo. E eu acho bom, porque se não tivesse essa borboleta no estômago, perderia a graça. Sou modelo há 20 anos e toda vez que eu entro na passarela, dá um nervosismo”, relatou a musa.
A artista também revelou um truque prático para o conforto durante o desfile: o uso de absorventes nos pés para evitar o atrito das sandálias. “Eu conversei com as meninas e disse que meu pé estava ‘sambado’ na sandália. Elas falaram: você tem que colocar absorvente no pé’. Agora [o pé] está com dois [absorventes]. Se virem saindo do pé, é meu”, confessou com bom humor.
Sobre as observações a respeito de seu corpo, Cíntia Dicker defendeu sua individualidade e a diversidade de biotipos. “Acho que não é só no Carnaval. Sempre tem gente criticando corpo, criticando tudo. Mas eu sou essa pessoa desde que nasci: magrinha, modelo, alta, não tenho bundão e não tenho coxão. Eu sou muito feliz assim”, afirmou. Ela esclareceu que as mudanças em sua rotina foram focadas em aprimorar sua forma atual, e não em transformá-la radicalmente. “Eu até fiz algumas coisas para melhorar, mas nada para aumentar, só para ficar mais bonito, mais uniforme. Acho que tem gosto para tudo”, pontuou.
A modelo detalhou que intensificou seus treinos e sua alimentação com o objetivo de adquirir massa muscular. “Não parece, mas eu ganhei. Antes eu nunca malhei com peso, eu malhava só com o peso do meu corpo. Agora estou pegando peso, pegando barra e comendo bastante. Mas é mais para resistência mesmo e aguentar essa avenida gigante. Tem que ter fôlego, energia e aguentar o salto, costeiro e cabeça [da fantasia]”, explicou.
Cíntia Dicker ressaltou a importância de manter a forma exigida por sua carreira internacional. “O Carnaval vai acabar, infelizmente, e eu vou voltar para minha vida de modelo em Nova Iorque e Paris. Estou deixando um pouquinho melhor o que eu já tenho, mas não vou fazer uma mudança drástica por causa do Carnaval. Acho que o legal é isso: diferença entre corpos e diversidade no samba”, concluiu.