A Rede Globo lança em 16 de março de 2026 uma ambiciosa produção para o horário das seis, intitulada ‘A Nobreza do Amor’. A novela, criada por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Júnior, promete romper barreiras ao entrelaçar a riqueza cultural afrobrasileira com o cenário do Nordeste brasileiro no início do século XX. A iniciativa visa ampliar a representatividade negra em uma faixa horária historicamente dominada por narrativas mais tradicionais, marcando um ponto de virada para a teledramaturgia nacional.
Com direção artística de Gustavo Fernández e produção de Andrea Kelly, a trama se propõe a construir pontes entre continentes, mesclando elementos de romance e aventura com profundos conflitos de poder. A narrativa se desenrola a partir da fuga de Alika (Duda Santos), princesa do fictício reino africano de Batanga, e sua mãe, Niara (Erika Januza), após um golpe de Estado orquestrado por Jendal (Lázaro Ramos), o ambicioso primeiro-ministro. Buscando refúgio no Brasil, elas encontram em Barro Preto, um município nordestino imaginário, o cenário para uma luta por justiça e a reconquista do trono, com a ajuda de Tonho (Ronald Sotto), um trabalhador de engenho.
A superprodução se destaca pelo elenco de peso, que inclui Lázaro Ramos em seu primeiro papel de vilão, além de Duda Santos, Erika Januza, Welket Bungué e Ronald Sotto. Um minucioso trabalho de pesquisa visual e ambientação foi realizado, com gravações no Rio Grande do Norte. A escolha da região se deu pela proximidade geográfica com a África, e as locações incluíram o Parque Nacional da Furna Feia, as Dunas do Rosado e a Barreira do Inferno, mobilizando uma equipe de 150 profissionais e toneladas de equipamentos.
Para recriar a grandiosidade do reino de Batanga, a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, no Rio de Janeiro, foi transformada em palácio real, servindo de pano de fundo para cenas de coroação e batalhas. A cidade de Barro Preto, com sua paisagem de falésias, busca evocar um caráter fabular, alinhado à proposta da novela.
A narrativa, que abrange dois continentes, busca dar voz a diversas trajetórias e experiências, abordando temas como identidade, autoestima e resiliência em face de adversidades sociais. O elenco conta ainda com Nicolas Prattes, Theresa Fonseca, Omar (Rodrigo Simas), Zambi (Bukassa Kabengele), Ana Cecilia Costa, Daniel Rangel, Fabiana Karla, Gabriel Fuentes, Zezé Motta, Danton Mello, Quitéria Kelly, Vado, Marco Ricca e Vitória Rodrigues.
O diretor Gustavo Fernández enfatiza a profundidade da imersão em referências visuais africanas, desde o figurino até a cenografia, em um trabalho supervisionado por Leandro Esteves e com assistência de Dimas Novaes. Elísio Lopes Júnior descreve a intenção de “mostrar, através da vivência dos personagens, que todos temos uma nobreza a ser descoberta”. Duca Rachid reforça o caráter inovador da obra, classificando-a como um “divisor de águas” para a dramaturgia nacional, uma “fábula sobre uma princesa preta” que, embora ambientada em 1920, dialoga com questões contemporâneas.
Com produção nos Estúdios Globo, a novela conta com Pedro Peregrino na direção geral, Ricardo França na direção, Lucas Zardo na produção executiva, e colaboração de Dora Castellar, Alessandro Marson, Duba Elia e Dione Carlos. José Luiz Villamarim assina a direção de gênero. ‘A Nobreza do Amor’ consolida a estratégia da emissora em investir na diversidade e no resgate de heranças culturais, posicionando a faixa das seis como um polo de renovação e experimentação na TV brasileira.