A estreia de Virginia Fonseca como rainha de bateria da Grande Rio foi marcada por polêmicas, e uma das mais comentadas foi a influenciadora ter retirado parte de sua fantasia antes mesmo do fim do desfile. O motivo principal de seu desconforto foi o peso considerável do costeiro, que totalizava cerca de 12 quilos. A escolha da peça gerou críticas, com muitos questionando a decisão de atribuir um traje tão grandioso a alguém em sua primeira experiência no posto.
Apesar das críticas, Virginia já demonstrava conhecimento sobre o peso da fantasia. Uma semana antes do desfile, vídeos a mostravam treinando com seu professor de samba, Carlinhos Salgueiro, testando o costeiro e até reproduzindo uma agachada que se tornou alvo de piadas nas redes sociais. Nesses ensaios, era perceptível o esforço da influenciadora para manter a postura ereta, evidenciando a dificuldade imposta pelo peso do adereço.
Em entrevista, o professor Carlinhos Salgueiro descreveu Virginia como uma “guerreira”, confirmando que a roupa era de fato pesada e que isso impactou seu samba e sua movimentação na Avenida. O estilista responsável pela criação, João Ribeiro, de 26 anos, também foi alvo de críticas nas redes sociais, sendo apontado por alguns como o “culpado” pelas dificuldades da rainha.
Virginia já expressava incômodo com o costeiro e a cabeça da fantasia antes mesmo de chegar à concentração para o desfile, o que ficou registrado em suas transmissões ao vivo dos bastidores. Durante a passagem pela Sapucaí, ela optou por retirar o costeiro de penas, desfilando com apenas uma parte dele. Essa decisão, embora compreensível para alguns, gerou dúvidas entre os entusiastas do carnaval sobre ter sido tomada impulsivamente.
João Ribeiro, no entanto, defende que a decisão foi premeditada. Ele explicou que Virginia tinha a opção de usar apenas o costeiro de LED, mas optou pela suntuosidade do traje completo para sua estreia. O estilista afirmou que a escolha foi discutida e aprovada, com a permissão de remover o costeiro após o segundo recuo, o que ocorreu no setor 10.
Com um ateliê em São Paulo há oito anos e trabalhando com Virginia há três, João Ribeiro detalhou o processo de criação da fantasia. Ele revelou que a escola apresentou três propostas de temas, e Virginia escolheu a versão vermelha. O croqui estava pronto desde dezembro, e a confecção seguiu o cronograma planejado, com ensaios realizados uma semana antes do desfile.
O peso do costeiro, apesar de não ser o mais pesado entre os utilizados no carnaval, preocupou Carlinhos Salgueiro durante os ensaios. Mesmo assim, Virginia insistiu em usá-lo para “mostrar a beleza da fantasia e sua garra”.
O peso do adereço também afetou o body utilizado por Virginia, que dava a impressão de ser um tapa-sexo. João Ribeiro esclareceu que se tratava de um body de tule finíssimo, com partes costuradas e coladas. O descolamento parcial ocorreu devido à contração abdominal que Virginia fazia para sustentar o peso do costeiro. Ele assegurou que ela não correria o risco de ficar nua, pois utilizava fita de micropore para cobertura.
O estilista se diz tranquilo diante das críticas, pois cumpriu o planejado e a fantasia se manteve intacta. Ele ressaltou que as luzes funcionaram e que também recebeu muito carinho e reconhecimento pelo seu trabalho.