A estreia de Virginia Fonseca como rainha de bateria da Grande Rio foi marcada por um episódio que gerou grande repercussão: a influenciadora retirou parte de sua fantasia, o costeiro com cerca de 12 quilos, antes mesmo do fim do desfile. A decisão alimentou críticas sobre a escolha de um adereço tão grandioso para uma estreante, questionando sua capacidade de suportar o peso e a complexidade do posto.
No entanto, evidências recentes indicam que a dificuldade com o costeiro não foi uma surpresa. Um vídeo divulgado dias antes do desfile mostra Virginia ensaiando com seu professor de samba, Carlinhos Salgueiro, testando o peso do adereço e até reproduzindo uma agachada que, na ocasião, já demonstrava o esforço exigido. Nas imagens, a influenciadora aparece visivelmente curvada, com dificuldade em manter o corpo ereto, sinalizando o impacto do peso em sua performance.
Em entrevista, o professor Carlinhos Salgueiro descreveu Virginia como uma “guerreira”, confirmando que a roupa era, de fato, pesada e que isso afetou o samba e a movimentação da rainha na Avenida.
O estilista João Ribeiro, responsável pela criação da fantasia, defendeu-se das críticas que o apontavam como o principal culpado pela situação. Ele explicou que a opção de desfilar com ou sem o costeiro de penas, utilizando apenas a versão com LED, estava prevista. Segundo Ribeiro, Virginia desejava um visual suntuoso para sua estreia e, após testes e confirmação com o diretor de harmonia, Jayder, a possibilidade de remover o adereço após o segundo recuo foi aprovada. Ele destacou que a influenciadora aguentou o peso por uma parte considerável do desfile, chegando até o setor 10.
Virginia já demonstrava desconforto com o costeiro e a cabeça da fantasia antes mesmo de chegar à concentração, conforme revelado em uma live nos bastidores. As expressões de sofrimento em vídeos e durante a passagem pela Avenida confirmaram as queixas sobre o peso.
Ribeiro, que trabalha com Virginia há três anos e possui um ateliê em São Paulo há oito, detalhou o processo de criação. A escola apresentou três propostas de temas para a fantasia, e Virginia optou pela versão vermelha. O croqui estava pronto em dezembro, e a confecção iniciou após a aprovação da escola, seguindo os prazos esperados, com ensaios já realizados com o adereço completo.
O peso do costeiro também afetou o body que compunha a fantasia. O estilista esclareceu que não se tratava de um tapa-sexo, mas sim de um body de tule finíssimo, com a parte frontal colada com cola de lace e reforçada com fita Micropore. O descolamento parcial ocorreu devido à contração abdominal intensa para suportar o peso, mas, segundo Ribeiro, em nenhum momento haveria risco de nudez.
O estilista reiterou que está tranquilo diante das críticas, pois o planejado foi cumprido, a fantasia permaneceu intacta e as luzes funcionaram. Ele também ressaltou o carinho recebido de diversas pessoas.